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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Starters... um livro brilhante! (literalmente)



Talvez a minha primeira distopia teen, Starters é um livro bem interessante, mas há uma boa parcela de pessoas que leu e torceu o nariz. Há quem diga que é plágio de A Hospedeira. Há quem diga que é plágio de Jogos Vorazes...
Em minha opinião não é plágio de nenhuma das duas, mas óbvio que teve alguma influencia de ambas.
Primeiro, o livro tem uma capa belíssima (ela brilha!). Foi o que chamou a atenção de minha amiga na Bienal do Livro 2012. Ela comprou, mas eu fui o primeiro a ler. Gostei muito da sinopse, e após terminar o livro, fiquei feliz com o resultado.
A história de Starters se passa em um futuro pós-guerra biológica, onde todas as pessoas entre 20 e 60 anos morreram contaminados pelos esporos da guerra. Os jovens (starters) e os idosos (enders), vacinados por serem ditos os mais vulneráveis, sobreviveram, e agora precisam se virar.
A protagonista Callie é a típica personagem forte e destemida que veio para conquistar os leitores, like a Katniss, like a Daenerys, like a Tris... mas tá...
Callie é uma starter, e vive com o irmão mais novo enfermo, Tyler, e com um amigo, Michael, em abrigos encontrados por eles, perto de jovens rebeldes que os matariam por bolachas. Como não tem família e não pode trabalhar por causa da idade, Callie está desesperada por dinheiro.
Sua esperança surge quando conhece a Prime Destinations, uma empresa comandada pelo misterioso Old Man, ou O Velho. Ali, os starters são pagam para alugar seus corpos para enders que querem curtir um pouco da vida adolescente.
Callie concorda em ser doadora e passa por uma sessão de beleza que tira toda e qualquer imperfeição de seu corpo. O problema é que o neurochip implantado em sua cabeça dá defeito, e ela acorda no meio do aluguel, na mansão da ender que alugou seu corpo, usando seu carro, seu dinheiro e saindo com o neto de um influente senador.
Então, Callie descobre que sua locadora não queria apenas se divertir... e que os planos da Prime Destinations são ainda piores do que ela jamais podia imaginar...
E é isso! Particularmente gosto muito do livro e ele ficou por algum tempo na minha lista de favoritos. Dei quatro estrelas no skoob. Recomendo para todos que curtem distopias.
p.s. O livro tem continuação. Chama-se Enders, mas ainda não encontrei o livro para lê-lo. Vou ver se compro na Bienal desse ano.

sábado, 13 de setembro de 2014

"The Mockingjay is alive" - A Esperança

Recentemente eu enfim li o último/mais bonito/melhor livro da trilogia Jogos Vorazes, A Esperança. Eu tinha lido os dois primeiro em novembro do ano passado, próximo ao lançamento do filme Em Chamas. Então, quase um ano depois, consegui pegar o terceiro livro.
Não tenho resenha no blog dos primeiros livros, então irei dar uma breve sinopse da trilogia antes da minha opinião.
Imagine que o mundo passou por uma guerra devastadora, e todos os sobreviventes foram locados em distritos e na Capital. Cada distrito é responsável por um setor da economia, e todo o lucro vai para o povo rico da Capital. Certa vez, houve uma rebelião, só que ela foi contida. Como punição para isso, todo ano os distritos têm que enviar dois tributos entre 12 e 18 anos, para a arena, onde precisam matar uns aos outros até que só sobre um.
Katniss Everdeen, moradora do distrito 12, se oferece como tributo no lugar de Prim, sua irmã menor. Ao lado de Peeta, é enviada para a 74° edição dos Jogos Vorazes. E aí começa a ação de verdade...
Bem, para quem ainda não leu os dois primeiros livros/assistiu os dois filmes, abaixo vai haver spoilers. Então continue por sua conta.

Com o distrito 12 destruído, Katniss foi enviada ao distrito 13, que todos julgavam extinto. Ali, é forçada é conviver com várias regras, com lideres odiáveis e com o que sobrou de ambos os distritos.
Ela decide continuar com o posto de Tordo, sendo o símbolo da revolução que estava cada vez maior. Vários distritos estavam em vantagem, e apenas alguns permaneciam inabaláveis.
Katniss e alguns outros personagens começam a fazer a sua propaganda, espalhando por Panem a sua mensagem: O Tordo está vivo! Beetee havia encontrado uma forma de invadir as transmissões da Capital, sendo assim muito mais eficaz. Com o tempo, o grupo de Katniss parte em missões em outros distritos.
Bem, eu não consegui fazer uma sinopse decente, mas a minha opinião é a seguinte: Esse livro é incrível! Particularmente eu amei do começo ao quase fim. Embora todos os meus amigos falassem que a primeira parte do livro era chata, eu não achei. Gostei pra caramba do visual do distrito 13 e dos personagens novos, sendo Cressida e Coin as minhas favoritas do livro. Mas aqui, aprendi a gostar ainda mais do Gale, do Plutarch e riam de mim do gato Buttercup.
Katniss, Peeta, Finnick e Johanna, os "bichões" de Em Chamas, não estão em sua melhor performance nesse livro, mas perdoo.
Detalhe: Esteja preparado para muitas mortes! Incluindo de personagens amados, odiados, e até daqueles que nunca suspeitávamos que iriam morrer...
Suzanne Collins é uma ótima escritora, e Jogos Vorazes se tornou a minha trilogia favorita, mas tenho que dizer, ela não soube fazer um bom final. Sinto muito aos que gostaram, mas A Esperança teve um final "meio bosta".
Então, é isso... Quem aí vai ver A Esperança Parte Um no cinema? o/ :)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

V de Vingança; M de Melhor Distopia

Nos últimos dias eu tava procurando livros, filmes ou séries mais nerds, afim de conhecer melhor esse mundo. Um amigo me recomendou a graphic novel V de Vingança.
Confesso que não fiquei muito empolgado com o início, nem com a sinopse, mas como todo mundo dizia que essa era uma ótima história, decidi tirar a prova.
Comecei a ler, e nas primeiras 50 páginas não encontrei uma história cativante, tanto que levei duas semanas para ler até então.
Só que passando disso, a história de V e de Evey me prendeu com todas as forças e li o resto das 300 páginas da graphic novel em poucas horas.
V de Vingança é uma distopia. Conta a história de uma Inglaterra pós terceira guerra, ambientada no século XX.
A nova organização política é controlada por uma "inteligência superior artificial", o Destino. Endeusado por alguns, o Destino é um super computador que controla a vida de todos. O estado totalitário criado pelo genial Allan Moore, lembra o mundo de 1984.
V é uma pessoa misteriosa, cuja história é conhecida por poucos e o rosto nunca é mostrado. Ele vive por trás de uma máscara que sorri eternamente, como uma piada contra o Destino. Ele dispõe de algumas habilidades extra humanas, sendo capaz de correr, saltar e se esconder como ninguém. E usa isso a seu favor, praticando os crimes que lhe convir.
Ao longo da história, vamos descobrindo que V tem seus motivos. Obviamente, vingança. E quanto mais o conhecemos, mais criamos uma ligação com ele, um vínculo com sua causa.
Ele meio que salva/sequestra Evey, uma menina de dezesseis anos que tentou se prostituir para conseguir dinheiro. Ele começa a explicar algumas coisas a ela, sempre por meio de enigmas, e Evey, mais tarde só Eve, vai aos poucos aprendendo com seu mestre.
Juntos, V e Eve vão acabando com os pontos fortes do regime, derrubando com o Destino, numa busca de trazer uma nova ordem ao mundo. Se conseguem? Só lendo para saber!
A HQ inteira é repleta de mortes inesperadas, traições, revelações e enigmas... e uma obsessão pela letra V.
Há várias referencias, tanto de músicas, quanto de trechos da bíblia ou citações de célebres pensadores, ao longo da graphic. Mas na opinião a melhor foi "Isso não é uma anarquia, é o caos!"
O final é nada mais nada menos que ESPETACULAR, mas eu fiquei alguns minutos de boca aberta tentando processar, e procurando um motivo para ter acabado daquele modo. Claro, há motivos! Mas minha mente queria mais. Muito mais! Eu simplesmente não aceitei aquilo! Mas ok, eu supero.
Super recomendo para todos os fãs de distopias e para aqueles que gostam de quadrinhos.
"Inglaterra triunfa!"

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Fahrenheit 451, uma previsão que (quase) acertou!

Imagine um livro de ficção científica escrita na década de 1950. O que vem a cabeça são carros voadores, máquinas do tempo e robôs, certo? Pode ser, mas o mundo previsto por Ray Bradbury está muito mais próximo à realidade que vivemos hoje.
Em Fahrenheit 451 as pessoas são acomodadas e mal pensam. Elas simplesmente passam os dias assistindo a reality shows em enormes telas nas paredes de sua casa.
Isso se encaixa muito com os dias atuais, com famílias inteiras que passam o tempo todo sentados de frente à TV assistindo novelas, séries ou reality shows que não acrescentam nada à sua mentalidade.
O livro é uma distopia que mostra um lado nada divertido do futuro. Na sociedade criada por Bradbury, ler se tornou um crime. Os governantes descobriram que as pessoas que leem são mais racionais e que elas podem atrapalhar a sociedade submissa criada por eles.
Assim sendo, todos os livros do mundo devem ser queimados. E realizar esse "ato de justiça" é a função dos bombeiros. Com o avanço da tecnologia, as casas e os prédios não correm mais o risco de serem incendiadas, portanto os bombeiros perderam sua utilidade inicial.
Agora, ao invés de apagar as chamas, eles as acendem. Nos livros!
O protagonista do livro é Montag, um bombeiro. Certa vez, num dia de trabalho até então normal, ele vê uma mulher que prefere ser queimada junto com seus livros do que viver sem a leitura.
Essa fato desperta nele a curiosidade pela leitura. É quando conhece uma menina de 16 anos de sua vizinhança, Clarisse, que na minha opinião é a melhor personagem do livro. Ela lhe faz perguntas como: "É verdade que antigamente os bombeiros apagavam fogo ao invés de ateá-lo?", "Você nunca leu um livro antes de queimá-lo?"e por fim, "Você é feliz?".
Então, a vida de Montag nunca mais é a mesma. Ele pega para si alguns livros e começa a lê-los escondido em casa. Até ser descoberto pela esposa.
Não vou falar mais senão solto spoiler, mas o livro é basicamente isso. Um homem que passa a se fazer perguntas que podem desconstruir tudo o que entendia do mundo, e sua busca pela felicidade e liberdade de pensar.
Gostei muito do livro, ele é pequeno e de leitura rápida. O final, na minha opinião, deixou um pouco a desejar, mas mesmo assim a ideia do livro e alguns de seus personagens valem a leitura.