Imagine um mundo totalmente diferente do que vivemos, onde a sociedade foi devastada pela "Guerra dos Sessenta Minutos" e tudo as poucas cidades que restaram foram transformadas em imensos veículos chamados Cidades Tracionadas. Para sobreviver as cidades andam pelos continentes, explorando os recursos naturais e comendo umas às outras. Todo o aparato tecnológico anterior à Guerra foi perdido, exceto o Old-Tech, a tecnologia à vapor do século XIX.
E assim é o mundo em Mortal Engines, o primeiro volume de uma série de quatro livros (temos três já lançados no Brasil).
Esse livro é maravilhoso e conseguiu a proeza de ser o quarto melhor livro do ano de 2014 e a maior surpresa literária do ano. Comecei a ler sem nenhuma grande expectativa e o livro me saiu muito melhor que a encomenda.
O personagem principal do livro é Tom Natsworthy, um garoto que trabalha no Museu de Londres para a Guilda dos Historiadores. Londres é uma das maiores Cidades Tracionadas que ainda existem, se alimentando de cidades menores que encontram pelo caminho.
A vida de Tom vira de ponta cabeça quando ele salva seu ídolo, o Historiador-Chefe Thaddeus Valentine, de ser assassinado por uma adolescente de rosto desfigurado, Hester Shaw. Então, Tom descobre que nada era como imaginava quando é empurrado para fora de Londres por Valentine, no melhor estilo Jaime Lannister.
Tom sobrevive à queda e se une a Hester Shaw, que também fora empurrada, para voltar a Londres, agora motivado por novas descobertas sobre Valentine. Hester revela que o caçou por anos, pois Valentine matou sua família e arruinou seu rosto, e Tom a atrapalhou no auge da realização de seus planos.
Hester é de longe a melhor personagem do livro. Ela é arrogante, chata, de poucos amigos, mas também tem uma história de vida inspiradora, é sensível, instigante, corajosa e uma ótima pessoa para ser amigo.
Em Londres, Katherine, filha de Valentine e amiga recente de Tom, não acredita na história que o pai contou e começa a investigar o desaparecimento do menino por conta própria.
E assim segue Mortal Engines, um steampunk repleto de cenas de ação, aventura e surpresas no momento certo. Máquinas a vapor, dirigíveis e robôs dividem cenário com personagens maravilhosos! Um livro intenso e de tirar o fôlego que torna a leitura rápida e prazerosa. Isso nos faz sentir que o livro poderia muito bem ter mais 100 páginas que continuaria tão bom e intenso quanto é com suas 200 e poucas.
Recomendo para todos os que curtem boas aventuras teens e para os fãs do estilo steampunk. E sinto sinceramente que Mortal Engines tem todos os ingredientes para ser tão popular como Harry Potter ou Percy Jackson, daqui a uns 10 ou 15 anos. Tudo depende de nós, primeiros leitores da série no país. LEIA, RELEIA E DIVULGUE. Eu já estou fazendo minha parte!
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Por que Indiana, João? de Danilo Leonardi
Uma capa linda (olha só que belo contraste do amarelo-e-preto), um título curioso, um autor que você já seguia nas redes sociais e acompanhava no YouTube... Ingredientes certos para que eu ficasse com vontade de ler esse livro, sem nem saber a sinopse.
Vi na Bienal bem baratinho e quase comprei, mas não. Hoje estou arrependido. Devia ter comprado! Pelo menos, minha amiga Vitória comprou e me emprestou ;)
Enfim, Por que Indiana, João? foi escrito por Danilo Leonardi, o criador do Cabine Literária, um dos mais famosos canais literários do país.
O livro trata-se da história de João, um garoto que sofria bullying na escola, que tinha apenas um amigo (um outro excluído) e era dono de um canal onde falava de games.
Sua vida muda de cabeça para baixo quando reage a uma das agressões e é filmado por seu amigo Daniel chutando entre as pernas do agressivo Guilherme. O vídeo vai parar no YouTube e João acaba virando um hit da internet e um ídolo das vítimas de bullying.
João ganha amigos e pela primeira vez se sente seguro, respeitado e admirado. Só que suas atitudes acabam trazendo consequências inesperadas para todos a seu redor.
Por que Indiana, João? é um ótimo livro, com personagens adoráveis, uma história divertida, tensa e polêmica e um final de tirar o fôlego. A diagramação é boa e nos permite ler o livro muito rápido. Terminei em apenas três "sentadas" (cada uma de mais ou menos uma hora).
Dei cinco estrelas no skoob e arrisco dizer que Danilo Leonardi tem futuro como escritor! Super recomendado para quem procura uma leitura rápida e um livro juvenil com tema polêmico. E também para quem, como eu, está adorando descobrir novos autores nacionais ;)
Vi na Bienal bem baratinho e quase comprei, mas não. Hoje estou arrependido. Devia ter comprado! Pelo menos, minha amiga Vitória comprou e me emprestou ;)
Enfim, Por que Indiana, João? foi escrito por Danilo Leonardi, o criador do Cabine Literária, um dos mais famosos canais literários do país.
O livro trata-se da história de João, um garoto que sofria bullying na escola, que tinha apenas um amigo (um outro excluído) e era dono de um canal onde falava de games.
Sua vida muda de cabeça para baixo quando reage a uma das agressões e é filmado por seu amigo Daniel chutando entre as pernas do agressivo Guilherme. O vídeo vai parar no YouTube e João acaba virando um hit da internet e um ídolo das vítimas de bullying.
João ganha amigos e pela primeira vez se sente seguro, respeitado e admirado. Só que suas atitudes acabam trazendo consequências inesperadas para todos a seu redor.
Por que Indiana, João? é um ótimo livro, com personagens adoráveis, uma história divertida, tensa e polêmica e um final de tirar o fôlego. A diagramação é boa e nos permite ler o livro muito rápido. Terminei em apenas três "sentadas" (cada uma de mais ou menos uma hora).
Dei cinco estrelas no skoob e arrisco dizer que Danilo Leonardi tem futuro como escritor! Super recomendado para quem procura uma leitura rápida e um livro juvenil com tema polêmico. E também para quem, como eu, está adorando descobrir novos autores nacionais ;)
O Pio da Coruja
Estava eu na última semana de janeiro procurando um livro de leitura leve, e que eu pudesse ler de boas e sem pressa. Encontrei, por recomendação, O Pio da Coruja.
A capa é simples, mas muito bonitinha e me chamou atenção. Fui ler a sinopse. A história não me prendeu, mas decidi pegar mesmo assim. Comecei a ler e gostei muito^^
Roy Eberhardt,pense num sobrenome esquisito!, é o novo aluno de uma escola em Coconut Cove, uma cidade da Flórida. Ele vêm de Montana e não gosta nada de sua nova cidade, onde tudo é plano e as únicas elevações são pontes e viadutos.
Roy é recebido por Dana Matherson, o valentão da escola, à pancadas. Clichê? Clichê! Só que em uma dessas agressões, Roy ver pela janela uma cena que acha curiosa: um menino correndo descalço pela rua como se fugisse de algo.
Movido por tal curiosidade, Roy acaba passando por poucas e boas atrás de saber quem é o garoto. É quando conhece Beatrice, uma garota alta e forte, que inicialmente é ameaçadora, mas que em breve se tornará sua amiga.
Paralelamente acompanhamos um "drama policial" em torno do vandalismo na propriedade da futura Casa de Panquecas da Mamãe Paula. Não é difícil perceber que o vandalismo e o garoto descalço tem ligação, né?
A história segue e descobrimos que tudo é por causa de uma pequena população de fofíssimas corujas-buraqueiras, que habitam o terreno da Casa de Panquecas. Roy, Beatrice e o garoto misterioso se envolvem em aventuras e uma arriscada batalha ecológica contra os interesses de empresários poderosos.
Enfim, já contei mais do que devia!
Só sei que a história é boa, divertida, e o final é a cereja do bolo, com direito a uma revelação engraçada sobre o garoto misterioso. Li em mais ou menos uma semana, sem pressa alguma e me acabei me apegando a Roy. Dei quatro estrelas no skoob e recomendo para todos que curtem histórias infanto-juvenis e corujas. ;)
Ah! O livro tem uma adaptação, estrelada por Logan Lerman no papel de Roy Eberhardt.^^
A capa é simples, mas muito bonitinha e me chamou atenção. Fui ler a sinopse. A história não me prendeu, mas decidi pegar mesmo assim. Comecei a ler e gostei muito^^
Roy Eberhardt,
Roy é recebido por Dana Matherson, o valentão da escola, à pancadas. Clichê? Clichê! Só que em uma dessas agressões, Roy ver pela janela uma cena que acha curiosa: um menino correndo descalço pela rua como se fugisse de algo.
Movido por tal curiosidade, Roy acaba passando por poucas e boas atrás de saber quem é o garoto. É quando conhece Beatrice, uma garota alta e forte, que inicialmente é ameaçadora, mas que em breve se tornará sua amiga.
Paralelamente acompanhamos um "drama policial" em torno do vandalismo na propriedade da futura Casa de Panquecas da Mamãe Paula. Não é difícil perceber que o vandalismo e o garoto descalço tem ligação, né?
A história segue e descobrimos que tudo é por causa de uma pequena população de fofíssimas corujas-buraqueiras, que habitam o terreno da Casa de Panquecas. Roy, Beatrice e o garoto misterioso se envolvem em aventuras e uma arriscada batalha ecológica contra os interesses de empresários poderosos.
Enfim, já contei mais do que devia!
Só sei que a história é boa, divertida, e o final é a cereja do bolo, com direito a uma revelação engraçada sobre o garoto misterioso. Li em mais ou menos uma semana, sem pressa alguma e me acabei me apegando a Roy. Dei quatro estrelas no skoob e recomendo para todos que curtem histórias infanto-juvenis e corujas. ;)
Ah! O livro tem uma adaptação, estrelada por Logan Lerman no papel de Roy Eberhardt.^^
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| Na foto, os três protagonistas com os livros americanos. Adorei a capa original, mas a brasileira é melhor^^ |
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Mais um pouco de John Green
Então fui ler mais um livro do escritor John Green e constatei o quanto esse homem consegue prender um leitor e nos fazer amá-lo e odiá-lo, tudo ao mesmo tempo!
Quem É Você, Alasca? nos apresenta a história de Miles Halter, um garoto antissocial com um hobby estranho: ler biografias e aprender as últimas palavras de personalidades históricas na hora de sua morte.
Uma de suas favoritas fala de "um Grande Talvez", e agora que está indo estudar em uma escola interna, Miles decide ir atrás do seu Grande Talvez.
Chegando lá, ele conhece seu companheiro de quarto Chip "O Coronel" Martin, um cara baixinho, mas musculoso e com aparência ameaçadora, que lhe apelida de "Gordo" ironicamente, já que Miles é alto e magro. O que de início parecia uma amizade improvável acaba se tornando uma das parcerias mais legais do gênero YA.
Então Miles conhece Alasca, melhor amiga de Chip, uma menina linda por quem Miles se apaixona. Alasca é muito popular e tem um namorado que não estuda no campus. É uma garota impulsiva, problemática e misteriosa. Ela e o Coronel ensinam Miles a viver perigosamente, infringindo regras do colégio, como fumar e beber no campus. Daí o livro segue com as aventuras dos três amigos (Miles, o primeiro amigo e a primeira garota) no colégio interno e fora dele.
O livro é dividido em "antes" e "depois" de um certo evento que MELDELS!!! A gente começa a ler e nota que os capítulos são uma contagem regressiva em dias para o grande evento. É impossível não ficar curioso e ansioso para esse momento, e quase não resisti em dar uma olhadinha. Mas não fiz isso. E não faça também! O spoiler é destruidor! Após esse evento meus sentimentos viraram de cabeça para baixo... e tá, sem mais!
Só entenda que o livro é maravilhoso, espetacular, perfeitamente deprimente... Melhor livro do John Green até agora (ainda preciso ler Cidades de Papel e Will &Will para dar meu parecer oficial).
Quem É Você, Alasca? tem diversas capas lançadas aqui no Brasil e após ler o livro estava analisando cada uma e gente... que capas lindas!
Super recomendo o livro para todos que curtem uma bom YA e deixo claro que o livro não é um romance like A Culpa É das Estrelas, mas sim uma história de aventura, amizade, histórias enigmáticas, cigarro, vodca e trote... Cinco estrelas e um favorito muito merecidos no skoob ;) Vá logo ler!
Quem É Você, Alasca? nos apresenta a história de Miles Halter, um garoto antissocial com um hobby estranho: ler biografias e aprender as últimas palavras de personalidades históricas na hora de sua morte.
Uma de suas favoritas fala de "um Grande Talvez", e agora que está indo estudar em uma escola interna, Miles decide ir atrás do seu Grande Talvez.
Chegando lá, ele conhece seu companheiro de quarto Chip "O Coronel" Martin, um cara baixinho, mas musculoso e com aparência ameaçadora, que lhe apelida de "Gordo" ironicamente, já que Miles é alto e magro. O que de início parecia uma amizade improvável acaba se tornando uma das parcerias mais legais do gênero YA.
Então Miles conhece Alasca, melhor amiga de Chip, uma menina linda por quem Miles se apaixona. Alasca é muito popular e tem um namorado que não estuda no campus. É uma garota impulsiva, problemática e misteriosa. Ela e o Coronel ensinam Miles a viver perigosamente, infringindo regras do colégio, como fumar e beber no campus. Daí o livro segue com as aventuras dos três amigos (Miles, o primeiro amigo e a primeira garota) no colégio interno e fora dele.
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| Essa imagem é uma fanart, mas tem os elementos certos para definir o livro! :) |
Só entenda que o livro é maravilhoso, espetacular, perfeitamente deprimente... Melhor livro do John Green até agora (ainda preciso ler Cidades de Papel e Will &Will para dar meu parecer oficial).
Quem É Você, Alasca? tem diversas capas lançadas aqui no Brasil e após ler o livro estava analisando cada uma e gente... que capas lindas!
Super recomendo o livro para todos que curtem uma bom YA e deixo claro que o livro não é um romance like A Culpa É das Estrelas, mas sim uma história de aventura, amizade, histórias enigmáticas, cigarro, vodca e trote... Cinco estrelas e um favorito muito merecidos no skoob ;) Vá logo ler!
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Irmandade da Adaga Negra: Livro Um
O primeiro livro que li em 2015 foi Amante Sombrio, da saga Irmandade da Adaga Negra, uma série atualmente com doze livros que conta a história de vampiros guerreiros e as pessoas que estão ao seu redor.
Pela capa, nota-se que o livro tem cenas eróticas. Sim, é uma saga erótica, mas o livro tá longe de ser só sexo o tempo todo! Aqui temos um pouco da organização da sociedade vampira, temos lutas empolgantes, mistério, romance e mais...
A saga é dedicada ao público feminino, citando sempre o quanto os personagens masculinos são atraentes e tals, mas eu li de boas. Isso não me incomodou.
Basicamente, em IAN, os vampiros precisam se alimentar do sangue de outro vampiro, só que do sexo oposto. O sangue humano alimenta, mas não dá todos os "nutrientes" necessário para sua plena capacidade. Assim sendo, alguns vampiros escolhem um(a) parceiro(a) para passar o resto de sua vida, alimentando exclusivamente dele. Outros, preferem ter vários amantes ao longo da vida e não se apegam.
Pela capa, nota-se que o livro tem cenas eróticas. Sim, é uma saga erótica, mas o livro tá longe de ser só sexo o tempo todo! Aqui temos um pouco da organização da sociedade vampira, temos lutas empolgantes, mistério, romance e mais...
A saga é dedicada ao público feminino, citando sempre o quanto os personagens masculinos são atraentes e tals, mas eu li de boas. Isso não me incomodou.
Basicamente, em IAN, os vampiros precisam se alimentar do sangue de outro vampiro, só que do sexo oposto. O sangue humano alimenta, mas não dá todos os "nutrientes" necessário para sua plena capacidade. Assim sendo, alguns vampiros escolhem um(a) parceiro(a) para passar o resto de sua vida, alimentando exclusivamente dele. Outros, preferem ter vários amantes ao longo da vida e não se apegam.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Não se fala sobre o Clube da Luta
Eu já tinha ouvido falar muito do filme Fight Club em todos os lugares. Basta um grupo de nerds se reunirem para falar de filme que alguém tocava no assunto. Só que eu não conhecia... e nem tinha tanta vontade de conhecer. Mas foi só conhecer essa linda edição da LeYa que eu me rendi.
Clube da Luta é um livro que tornou-se clássico contemporâneo e ícone da cultura pop. Aborda temas diversos com maestria, fazendo-nos beirar a insanidade com o desenrolar fluido e louco da história.
Tudo começa quando um homem de vida comum, trabalhando em um escritório chato e frequentando grupos de apoio para manter a auto-estima, conhece Tyler Durden, um vendedor de sabonetes (que ele mesmo produz utilizando banha e alguns produtos químicos).
Juntos eles idealizam o Clube da Luta, um local onde homens comuns se reúnem para fugir de suas vidinhas medíocres uma vez por semana através de lutas, sem muitas regras. Mas não se fala sobre o Clube da Luta (regra número um... e dois) então vá ler o livro antes que eu conte spoiler!
Clube da Luta é um livro que tornou-se clássico contemporâneo e ícone da cultura pop. Aborda temas diversos com maestria, fazendo-nos beirar a insanidade com o desenrolar fluido e louco da história.
Tudo começa quando um homem de vida comum, trabalhando em um escritório chato e frequentando grupos de apoio para manter a auto-estima, conhece Tyler Durden, um vendedor de sabonetes (que ele mesmo produz utilizando banha e alguns produtos químicos).
Juntos eles idealizam o Clube da Luta, um local onde homens comuns se reúnem para fugir de suas vidinhas medíocres uma vez por semana através de lutas, sem muitas regras. Mas não se fala sobre o Clube da Luta (regra número um... e dois) então vá ler o livro antes que eu conte spoiler!
sábado, 10 de janeiro de 2015
Brás Cubas do século XXI
A primeira resenha de 2015 não podia ser diferente.
Diário Póstumo de Charlotte merece todos os créditos de meu segundo livro de romance favorito. Sim, atrás apenas de A Culpa É das Estrelas(e não, não sou fã modinha do João Verde).
Confesso que quando conheci o livro, o que me chamou a atenção foi a capa (afinal, olhem só que beleza de capa!) e o fato de o escritor, Jairo Sarfati, ser um jovem do meu estado, Ceará.
Comprei Charlotte na Bienal do Ceará, em dezembro, e passei algumas semanas nas primeiras páginas, enrolando a leitura... Tinha planos de lê-lo antes do fim do ano, mas não consegui. Estava empenhado em outras leituras.
Mas, foi só dedicar-me inteiramente ao livro, que o li muito rapidamente.
Diário Póstumo de Charlotte conta a história de uma garota humilde e fora dos padrões estéticos, que mora em um bairro pobre de Londres mas estuda numa escola de ricos através de uma bolsa.
Sem amigos, Charlotte conta apenas com seu diário, onde desabafa tudo o que sente... Até um aluno novo chegar na escola. Victor era tudo o que Charlie admirava em um rapaz e logo ela percebeu-se apaixonada por ele.
Mas acontece algo que interrompe sua vida repentinamente... Charlie morre em um acidente logo no começo do livro (e por isso sua morte não é nenhum spoiler!).
Como sua morte não estava nos planos do destino, a alma da menina reencarna no corpo de uma garota linda e muito rica, o que faz com que sua segunda vida seja totalmente diferente da primeira.
E assim, Charlotte, agora no corpo de Sophia, tem que reconquistar o triste e em luto Victor, além de realizar outras missões.
Com personagens apaixonantes (leia-se Nina) e alguns de "dar nos nervos" (o anjo), o livro é repleto de cenas amáveis, cômicas, tristes e emocionantes. Jairo Sarfati me proporcionou durante a leitura uma enorme quantidade de sentimentos...
E sobre o final <3 Li as últimas páginas com o coração apertado, olhos chorosos e vontade de não acabar... Fazia tempo que não tinha essa reação em uma leitura, e gostei muito de experimentá-la nesse livro.
Dei as merecidas cinco estrelas no skoob e já cliquei em "favoritos"! Super recomendo!
Diário Póstumo de Charlotte merece todos os créditos de meu segundo livro de romance favorito. Sim, atrás apenas de A Culpa É das Estrelas
Confesso que quando conheci o livro, o que me chamou a atenção foi a capa (afinal, olhem só que beleza de capa!) e o fato de o escritor, Jairo Sarfati, ser um jovem do meu estado, Ceará.
Comprei Charlotte na Bienal do Ceará, em dezembro, e passei algumas semanas nas primeiras páginas, enrolando a leitura... Tinha planos de lê-lo antes do fim do ano, mas não consegui. Estava empenhado em outras leituras.
Mas, foi só dedicar-me inteiramente ao livro, que o li muito rapidamente.
Diário Póstumo de Charlotte conta a história de uma garota humilde e fora dos padrões estéticos, que mora em um bairro pobre de Londres mas estuda numa escola de ricos através de uma bolsa.
Sem amigos, Charlotte conta apenas com seu diário, onde desabafa tudo o que sente... Até um aluno novo chegar na escola. Victor era tudo o que Charlie admirava em um rapaz e logo ela percebeu-se apaixonada por ele.
Mas acontece algo que interrompe sua vida repentinamente... Charlie morre em um acidente logo no começo do livro (e por isso sua morte não é nenhum spoiler!).
Como sua morte não estava nos planos do destino, a alma da menina reencarna no corpo de uma garota linda e muito rica, o que faz com que sua segunda vida seja totalmente diferente da primeira.
E assim, Charlotte, agora no corpo de Sophia, tem que reconquistar o triste e em luto Victor, além de realizar outras missões.
Com personagens apaixonantes (leia-se Nina) e alguns de "dar nos nervos" (o anjo), o livro é repleto de cenas amáveis, cômicas, tristes e emocionantes. Jairo Sarfati me proporcionou durante a leitura uma enorme quantidade de sentimentos...
E sobre o final <3 Li as últimas páginas com o coração apertado, olhos chorosos e vontade de não acabar... Fazia tempo que não tinha essa reação em uma leitura, e gostei muito de experimentá-la nesse livro.
Dei as merecidas cinco estrelas no skoob e já cliquei em "favoritos"! Super recomendo!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
XI Bienal do Livro do Ceará - Eu fui!
Entre os dias 06 e 14 de dezembro de 2014 aconteceu em Fortaleza a XI Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Evento, com o tema A Fortaleza de Moreira Campos.
O evento contou com a participação de diversos escritores e de ícones da cultura cearense, além de artistas nacionais como Gilberto Gil, que encerrou o evento. Além disso, contou com a presença constante de blogueiros e booktubers.
Eu pensava que iria ao evento só no sábado, dia 13, mas felizmente eu acabei conseguindo ir quatro vezes à Bienal e prestigiar realmente o evento ;)
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Poder - A Bela Adormecida, A Bela e A Fera
O terceiro e talvez melhor livro da Saga Encantadas, intitulado Poder, encerra (ou começa - depende do ponto de vista), uma das melhores leituras do ano. Eu amei a trilogia!
Poder tem como personagens principais o Príncipe e o Caçador, sim os mesmo que você já conhece dos livros anteriores, só que dessa vez o livro conta a história anterior à Veneno.
Tudo começa quando o rei e a rainha de determinado reino percebem que seu filho, único herdeiro do Trono, precisa assumir mais responsabilidades e ter maior conhecimento de mundo. Então decidem envia-lo em uma missão numa misteriosa cidade coberta por uma muralha de plantas, por onde ninguém entra ou sai. Para auxilia-lo e não deixa-lo morrer (afinal o Príncipe era mimado e nunca saíra em uma missão de verdade) o Rei escolhe o melhor caçador da região.
Assim, os dois partem em uma aventura e logo se deparam com uma casa onde um senhora idosa era atacada por um lobo. O Caçador a salva.
Petra, a neta da velhinha, uma garota decidida, cheia de curiosidade devido a um uivo que sempre escuta vindo do outro lado da muralha, resolve acompanha-los.
Sim, Chapeuzinho Vermelho se une ao Caçador e ao Príncipe Encantado numa missão ao reino da Bela Adormecida... que aqui não chama Aurora, e sim Bela mesmo!
A história segue e descobrimos que essa Bela é a outra Bela. também conhecida dos contros de fadas... E não vou contar mais, porque qualquer nova informação é spoiler do livro.
Enfim, o livro é muito bom! A história nos surpreende muitas vezes, e acho que esse volume é o que tem maior numero de referência aos contos originais: Chapeuzinho Vermelho, A Bela e A Fera, A Bela Adormecida, Rapunzel, fora que os dois protagonistas estão também em Cinderela e Branca de Neve.
Quem leu os livros anteriores e não torceu o nariz, com certeza vai gostar desse livro. Aqui, as cenas de sexo e sangue ficam ainda mais fortes e chocantes, o que nos faz de uma fez por todas acreditar que os contos de fadas não são feitos para crianças!
Agora, corra atrás dos livros da trilogia e aproveite a leitura! ;)
Poder tem como personagens principais o Príncipe e o Caçador, sim os mesmo que você já conhece dos livros anteriores, só que dessa vez o livro conta a história anterior à Veneno.
Tudo começa quando o rei e a rainha de determinado reino percebem que seu filho, único herdeiro do Trono, precisa assumir mais responsabilidades e ter maior conhecimento de mundo. Então decidem envia-lo em uma missão numa misteriosa cidade coberta por uma muralha de plantas, por onde ninguém entra ou sai. Para auxilia-lo e não deixa-lo morrer (afinal o Príncipe era mimado e nunca saíra em uma missão de verdade) o Rei escolhe o melhor caçador da região.
Assim, os dois partem em uma aventura e logo se deparam com uma casa onde um senhora idosa era atacada por um lobo. O Caçador a salva.
Petra, a neta da velhinha, uma garota decidida, cheia de curiosidade devido a um uivo que sempre escuta vindo do outro lado da muralha, resolve acompanha-los.
Sim, Chapeuzinho Vermelho se une ao Caçador e ao Príncipe Encantado numa missão ao reino da Bela Adormecida... que aqui não chama Aurora, e sim Bela mesmo!
A história segue e descobrimos que essa Bela é a outra Bela. também conhecida dos contros de fadas... E não vou contar mais, porque qualquer nova informação é spoiler do livro.
Enfim, o livro é muito bom! A história nos surpreende muitas vezes, e acho que esse volume é o que tem maior numero de referência aos contos originais: Chapeuzinho Vermelho, A Bela e A Fera, A Bela Adormecida, Rapunzel, fora que os dois protagonistas estão também em Cinderela e Branca de Neve.
Quem leu os livros anteriores e não torceu o nariz, com certeza vai gostar desse livro. Aqui, as cenas de sexo e sangue ficam ainda mais fortes e chocantes, o que nos faz de uma fez por todas acreditar que os contos de fadas não são feitos para crianças!
Agora, corra atrás dos livros da trilogia e aproveite a leitura! ;)
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Um sapatinho de cristal...
Até a metade do livro eu já estava me preparando para intitular a postagem de "Cinderela vadia" ou algo do tipo, mas o andar da carruagem me fez mudar de ideia.
Feitiço é o segundo volume da Saga Encantadas, continuando com perfeição essa trilogia que já começou espetacular!
Assim como Veneno reconta a história de Branca de neve, o foco da vez é a Cinderela.
O livro começa mostrando que muitas crianças estão desaparecendo na floresta e com a presença de um personagem intrigante.
Logo, somos apresentados a uma moça linda, ruiva e de aparência simples. Cinderela. Filho de um jornalista falido, mora com o pai, a madrasta e uma das filhas dela, já que a mais velha casou-se com um conde. Já sabemos que Cinderela é quem faz os serviços domésticos e tal... mas Feitiço revela uma garota invejosa e arrogante, que passa os dias amargurada sonhando com o dia em que casaria com o príncipe e poderia "sambar na cara da sociedade".
Cinderela tem um amigo, a quem chama de Buttons, que trabalha no castelo do Rei e traz coisas de lá de vez em quando. Tirando dos ricos para dar aos pobres. Acho que você também conhece essa história. Ainda não? "Robin" te diz alguma coisa?
Então, o livro continua e logo podemos notar a presença de um camundongo marrom muito parecido com um certo personagem do livro anterior... e sabemos de rumores de um rigoroso inverno causado por uma tempestade cujo centro é um outro certo castelo real. Enfim, as histórias estão conectadas!
Rose, a filha mais nova da madrasta, ao contrário da história que já conhecemos, é a pessoa mais fofa e meiga do livro. E Cinderela evolui com bastante intensidade ao longo do volume.
Com personagens intrigantes, apaixonantes e odiáveis, Feitiço superou Veneno. É ainda melhor que o primeiro e espero que o terceiro ganhe do segundo. A trilogia já é uma das minhas favoritas! Cinco estrelas muito bem merecidas no skoob.
Super recomendo para todos os fãs dos contos de fadas e para qualquer apreciador de uma boa fantasia ;)
Feitiço é o segundo volume da Saga Encantadas, continuando com perfeição essa trilogia que já começou espetacular!
Assim como Veneno reconta a história de Branca de neve, o foco da vez é a Cinderela.
O livro começa mostrando que muitas crianças estão desaparecendo na floresta e com a presença de um personagem intrigante.
Logo, somos apresentados a uma moça linda, ruiva e de aparência simples. Cinderela. Filho de um jornalista falido, mora com o pai, a madrasta e uma das filhas dela, já que a mais velha casou-se com um conde. Já sabemos que Cinderela é quem faz os serviços domésticos e tal... mas Feitiço revela uma garota invejosa e arrogante, que passa os dias amargurada sonhando com o dia em que casaria com o príncipe e poderia "sambar na cara da sociedade".
Cinderela tem um amigo, a quem chama de Buttons, que trabalha no castelo do Rei e traz coisas de lá de vez em quando. Tirando dos ricos para dar aos pobres. Acho que você também conhece essa história. Ainda não? "Robin" te diz alguma coisa?
Então, o livro continua e logo podemos notar a presença de um camundongo marrom muito parecido com um certo personagem do livro anterior... e sabemos de rumores de um rigoroso inverno causado por uma tempestade cujo centro é um outro certo castelo real. Enfim, as histórias estão conectadas!
Rose, a filha mais nova da madrasta, ao contrário da história que já conhecemos, é a pessoa mais fofa e meiga do livro. E Cinderela evolui com bastante intensidade ao longo do volume.
Com personagens intrigantes, apaixonantes e odiáveis, Feitiço superou Veneno. É ainda melhor que o primeiro e espero que o terceiro ganhe do segundo. A trilogia já é uma das minhas favoritas! Cinco estrelas muito bem merecidas no skoob.
Super recomendo para todos os fãs dos contos de fadas e para qualquer apreciador de uma boa fantasia ;)
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Branca de Neve e Rainha Má... divas!
"Repense seus vilões", nos alerta Veneno logo de cara. Bem, o negócio é que essa frase é um grande spoiler bem camuflado, porque a gente passa o livro todo achando uma coisa e no final, apenas no final, o livro nos surpreende com a resposta para isso.
Veneno é o primeiro livro da Saga Encantadas, e começa a trilogia de modo espetacular!
Trata-se de uma versão ousada e surpreendente dos contos de fadas. Aqui, temos como protagonistas Branca de Neve e a Rainha Má. Só que a autora prova que nem sempre a mocinha é a princesa pura, inocente e perfeitinha, e que uma rainha má
tem seus próprios motivos para ser má.
Sem spoilers, com a frase citada lá em cima, passei o livro esperando que os papéis de vilã e mocinha se invertessem, só que... bem, não foi exatamente o que eu esperava.
Lilith, a Rainha Má, é uma mulher muito bonita, sexy e autoritária. Casada com um rei pomposo que acaba partindo para a guerra, em busca de expandir seu território, ela decide ter o respeito do povo através do medo, já que não o tem por amor. Branca de Neve, apenas quatro anos mais jovem que sua madrasta, é uma garota ainda mais bonita. Conhecida por sua simpatia e bondade, é amada por todos os plebeus do reino, e vive em tabernas, dançando e bebendo cerveja ao lado dos anões que trabalham nas minas.
Acompanhamos também a história do Caçador. É um homem corajoso que respeita a natureza, e vê na morte de sua caça, algo que deve ser compensado de alguma outra forma. Numa de suas aventuras vai parar nas mãos de Lilith... E você já deve conhecer essa parte da história.
Uma coisa que achei muito interessante nessa história é que Lilith é bisneta da bruxa de João e Maria, o que explica seus dons para a magia negra. E essa nada simpática velhinha promete algo maior para os próximos livros (suposição rsrs).
Enfim, com personagens muito intrigantes, cenas empolgantes que beiram o erotismo, diálogos sarcásticos, e um final digníssimo, esse livro já ganhou cinco estrelas no skoob e já está na minha lista de favoritos.
Agora peraí que vou ali ler o segundo volume da trilogia ;)
Veneno é o primeiro livro da Saga Encantadas, e começa a trilogia de modo espetacular!
Trata-se de uma versão ousada e surpreendente dos contos de fadas. Aqui, temos como protagonistas Branca de Neve e a Rainha Má. Só que a autora prova que nem sempre a mocinha é a princesa pura, inocente e perfeitinha, e que uma rainha má
tem seus próprios motivos para ser má.
Sem spoilers, com a frase citada lá em cima, passei o livro esperando que os papéis de vilã e mocinha se invertessem, só que... bem, não foi exatamente o que eu esperava.
Lilith, a Rainha Má, é uma mulher muito bonita, sexy e autoritária. Casada com um rei pomposo que acaba partindo para a guerra, em busca de expandir seu território, ela decide ter o respeito do povo através do medo, já que não o tem por amor. Branca de Neve, apenas quatro anos mais jovem que sua madrasta, é uma garota ainda mais bonita. Conhecida por sua simpatia e bondade, é amada por todos os plebeus do reino, e vive em tabernas, dançando e bebendo cerveja ao lado dos anões que trabalham nas minas.
Acompanhamos também a história do Caçador. É um homem corajoso que respeita a natureza, e vê na morte de sua caça, algo que deve ser compensado de alguma outra forma. Numa de suas aventuras vai parar nas mãos de Lilith... E você já deve conhecer essa parte da história.
Uma coisa que achei muito interessante nessa história é que Lilith é bisneta da bruxa de João e Maria, o que explica seus dons para a magia negra. E essa nada simpática velhinha promete algo maior para os próximos livros (suposição rsrs).
Enfim, com personagens muito intrigantes, cenas empolgantes que beiram o erotismo, diálogos sarcásticos, e um final digníssimo, esse livro já ganhou cinco estrelas no skoob e já está na minha lista de favoritos.
Agora peraí que vou ali ler o segundo volume da trilogia ;)
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Dragões de Éter - Top da fantasia nacional
Uma capa linda e um título que chama atenção! Só que, os mesmos nos fazem criar uma ideia do livro totalmente diferente do que ele é. "Não julgue um livro pela capa" faz todo o sentido aqui. Mas calma! Não me entenda mal... Esse livro é PERFEITO e já considero a terceira melhor leitura do ano (atrás apenas de Mundo Sem Fim e A Tormenta de Espadas).
Caçadores de Bruxas, da trilogia Dragões de Éter é um livro nacional de fantasia, lançado em 2007 e rapidamente bem-sucedido.
Há muito tempo eu conhecia a série por nome e sempre imaginei que se tratava de uma história medieval com cavaleiros, guerras épicas e, claro, dragões, incendiando vilas e castelos.
No entanto, assim que tive a oportunidade e comecei a ler, me surpreendi de forma muito positiva. A trilogia trata-se de uma nova versão dos clássicos contos de fadas. Aqui, temos na visão de Raphael Draccon, um história mais sombria, mais curiosa, mais explicativa e bem mais realista (embora seja impossível deixar a magia de lado quando se fala de contos de fadas).
A história de Dragões de Éter se passa em Nova Ether, um mundo onde a magia existe, acompanhada de reinos, heróis, piratas e fadas. Vendo assim, parece muito "Era uma vez [...] E foram felizes para sempre." Mas não se engane, aqui os piratas são cruéis, a vida dos plebeus é difícil, heróis nem sempre são reconhecidos e criaturas mágicas são caçadas.
Tudo começa quando Ariane Narin, uma menina do Reino de Arzallum, vê a avó sendo devorada por um lobo marcado pela magia negra. E logo, dois irmãos, João e Maria Hanson, vão parar na casa de uma velhinha nada simpática, ludibriados por um feitiço e, por pouco, escapam de ser devorados. Tais fatos quebram a paz que o Rei Primo Branford conseguira após a terrível Caçadas às Bruxas, de vinte anos atrás. Se passam alguns anos, e o filho bastardo do pirata mais temido de todos os tempos, na ambição de superar o próprio pai, decide atacar.
E então o desenrolar da história é incrível!
Com personagens apaixonantes, cenas hilárias, geniais, tensas e desesperadoras, o livro é ótimo. Merece as cinco estrelas no skoob. Há quem não tenha gostado do estilo da narrativa de Raphael Draccon, mas eu aprovei! Lendo o livro, me senti numa taberna de Westeros (se me permitem improvisar um crossover), no meio de uma madrugada chuvosa, escutando histórias contadas por um bardo, ou um pescador, ou um bêbado qualquer... De qualquer forma, a narração é fluida e interessante, embora realmente seja demasiado explicativa. Não descritiva ao estilo Tolkien, mas explicativa mesmo.
Recomendo muito o livro para qualquer fã de literatura fantástica e para aqueles que ainda insistem em dizer que o Brasil não produz bons livros. ;) Leiam!
Caçadores de Bruxas, da trilogia Dragões de Éter é um livro nacional de fantasia, lançado em 2007 e rapidamente bem-sucedido.
Há muito tempo eu conhecia a série por nome e sempre imaginei que se tratava de uma história medieval com cavaleiros, guerras épicas e, claro, dragões, incendiando vilas e castelos.
No entanto, assim que tive a oportunidade e comecei a ler, me surpreendi de forma muito positiva. A trilogia trata-se de uma nova versão dos clássicos contos de fadas. Aqui, temos na visão de Raphael Draccon, um história mais sombria, mais curiosa, mais explicativa e bem mais realista (embora seja impossível deixar a magia de lado quando se fala de contos de fadas).
A história de Dragões de Éter se passa em Nova Ether, um mundo onde a magia existe, acompanhada de reinos, heróis, piratas e fadas. Vendo assim, parece muito "Era uma vez [...] E foram felizes para sempre." Mas não se engane, aqui os piratas são cruéis, a vida dos plebeus é difícil, heróis nem sempre são reconhecidos e criaturas mágicas são caçadas.
Tudo começa quando Ariane Narin, uma menina do Reino de Arzallum, vê a avó sendo devorada por um lobo marcado pela magia negra. E logo, dois irmãos, João e Maria Hanson, vão parar na casa de uma velhinha nada simpática, ludibriados por um feitiço e, por pouco, escapam de ser devorados. Tais fatos quebram a paz que o Rei Primo Branford conseguira após a terrível Caçadas às Bruxas, de vinte anos atrás. Se passam alguns anos, e o filho bastardo do pirata mais temido de todos os tempos, na ambição de superar o próprio pai, decide atacar.
E então o desenrolar da história é incrível!
Com personagens apaixonantes, cenas hilárias, geniais, tensas e desesperadoras, o livro é ótimo. Merece as cinco estrelas no skoob. Há quem não tenha gostado do estilo da narrativa de Raphael Draccon, mas eu aprovei! Lendo o livro, me senti numa taberna de Westeros (se me permitem improvisar um crossover), no meio de uma madrugada chuvosa, escutando histórias contadas por um bardo, ou um pescador, ou um bêbado qualquer... De qualquer forma, a narração é fluida e interessante, embora realmente seja demasiado explicativa. Não descritiva ao estilo Tolkien, mas explicativa mesmo.
Recomendo muito o livro para qualquer fã de literatura fantástica e para aqueles que ainda insistem em dizer que o Brasil não produz bons livros. ;) Leiam!
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Fantasia nacional que merecia mais destaque!
Nem lembro como conheci esse livro, mas sei que fiquei curioso de cara! Quando descobri que minha amiga Vitória Cholanda tinha o livro, decidi lê-lo.
Antes de pegar Almas Seladas li dois volumes da HQ que vêm sendo produzida, que na verdade contam a história dos dois primeiros capítulos do livro.
Algoritmos Sagrados é uma série de fantasia nacional que trata de dois jovens que nasceram predestinados um ao outro. Só que o livro não é nada o romance que você deve estar imaginando.
Layla é uma garota sem sorte. Na verdade sem sorte é pouco. Como se tivesse nascido amaldiçoada, Layla não conhece a felicidade. Todo mundo que ela gosta morre e nada em sua vida parece dar certo.
Por outro lado, Victor tem tudo o que deseja e é a pessoa mais sortuda do mundo. Filho de milionários (que ficaram milionários depois de seu nascimento), ele sempre teve tudo e todos gostam dele.
Eles se encontram por acaso e acabam se apaixonando. Layla conhece o que é ser feliz, e logo, Victor vai descobrir como se sente alguém que sofre.
Só que o livro não foca só em seu romance. Paralelo a isso, temos um mistério a respeito dos Maias. Algo que provavelmente vai ter conexão com o casal, nos próximos livros.
Com um começo pouco empolgante mas bom, um meio apaixonante, um clímax de tirar o fôlego e uma última frase lacradora/destruidora/derrubadora de forninhos, o livro deixou uma ótima impressão! Quero muito ler o segundo volume, Máscaras Reveladas.
Aviso de amigo: Não leiam, nem que por acidente, a última frase do livro! Eu fiz isso e me arrependo, pois ela de fato tirou parte da emoção do final. Embora eu ainda tenha ficado mega surpreendido.
Super recomendo a leitura do livro. Por não ter sido amplamente divulgado, o livro é pouco conhecido e não é fácil de achar, mas você pode procurar informações de "onde comprar" no skoob do escritor M.L. Pontes. Divirtam-se!
Antes de pegar Almas Seladas li dois volumes da HQ que vêm sendo produzida, que na verdade contam a história dos dois primeiros capítulos do livro.
Algoritmos Sagrados é uma série de fantasia nacional que trata de dois jovens que nasceram predestinados um ao outro. Só que o livro não é nada o romance que você deve estar imaginando.
Layla é uma garota sem sorte. Na verdade sem sorte é pouco. Como se tivesse nascido amaldiçoada, Layla não conhece a felicidade. Todo mundo que ela gosta morre e nada em sua vida parece dar certo.
Por outro lado, Victor tem tudo o que deseja e é a pessoa mais sortuda do mundo. Filho de milionários (que ficaram milionários depois de seu nascimento), ele sempre teve tudo e todos gostam dele.
Eles se encontram por acaso e acabam se apaixonando. Layla conhece o que é ser feliz, e logo, Victor vai descobrir como se sente alguém que sofre.
Só que o livro não foca só em seu romance. Paralelo a isso, temos um mistério a respeito dos Maias. Algo que provavelmente vai ter conexão com o casal, nos próximos livros.
Com um começo pouco empolgante mas bom, um meio apaixonante, um clímax de tirar o fôlego e uma última frase lacradora/destruidora/derrubadora de forninhos, o livro deixou uma ótima impressão! Quero muito ler o segundo volume, Máscaras Reveladas.
Aviso de amigo: Não leiam, nem que por acidente, a última frase do livro! Eu fiz isso e me arrependo, pois ela de fato tirou parte da emoção do final. Embora eu ainda tenha ficado mega surpreendido.
Super recomendo a leitura do livro. Por não ter sido amplamente divulgado, o livro é pouco conhecido e não é fácil de achar, mas você pode procurar informações de "onde comprar" no skoob do escritor M.L. Pontes. Divirtam-se!
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
O Menino Prodígio do Crime
Artemis Fowl é o nome de uma série com vários livros cujo protagonista é o anti herói Artemis Fowl, um menino gênio de 12 anos de idade com tendências criminosas.
Tudo começa com o livro O Menino Prodígio do Crime (só li esse até agora), onde instigado por um lenda que acredita ser verdade, Artemis vai em busca de descobrir e roubar o ouro das fadas.
Calma! Isso não tem nada a ver com contos de fadas, passeio pelo arco-íris ou fadinhas reluzentes com asinhas de borboletas soltando purpurina.
Confesso que também torci o nariz ao ouvir "fadas". Mas as fadas de Artemis Fowl são um povo que vive no subterrâneo, escondidos dos humanos (ou Povo da Lama, como costumam nos chamar). Elas são criaturas muito parecidas conosco, só que baixinhaslike a Hobbits, e com tecnologia mega avançada. E as asas que usam são mecânicas.
O pai de Artemis está desaparecido e sua mãe desde então vive reclusa em seu quarto, estando o menino por conta próprio. Seu guarda-costas Butler, um homem alto e forte, é o que ele tem mais próximo de um "responsável".
Holly Short divide com Artemis o posto de personagens principais do livro. Ela é um elfo, capitã da LEPrecon, a polícia de elite das fadas, mas especificamente do esquadrão de reconhecimento.
Tudo começa quando Artemis consegue roubar o Livro das Fadas e desvenda seu alfabeto. Então ele bola um plano para roubar o ouro das fadas, uma fortuna incomensurável e muito bem guardada. Acaba sequestrando Holly Short.
Artemis Fowl é um livro bom, mas não dou cinco estrelas... talvez quatro, só por causa do final e do primeiro capítulo. O começo é espetacular e nos faz querer ler, mas o meio é muito chato... pensei em parar várias vezes. Ok, Artemis é meu terceiro gênio favorito (atrás apenas de Annabeth e Robert Langdon) e o livro é cheio de cenas divertidas, mas não consegui gostar tanto assim. Mas o final... genial! Os últimos capítulos salvaram o livro e fizeram a leitura ter valido a pena.
Agora me sinto curioso pelo resto da saga e espero que ela melhore muito daqui para frente! Apesar de tudo, recomendo a leitura. Tire suas próprias conclusões!
Tudo começa com o livro O Menino Prodígio do Crime (só li esse até agora), onde instigado por um lenda que acredita ser verdade, Artemis vai em busca de descobrir e roubar o ouro das fadas.
Calma! Isso não tem nada a ver com contos de fadas, passeio pelo arco-íris ou fadinhas reluzentes com asinhas de borboletas soltando purpurina.
Confesso que também torci o nariz ao ouvir "fadas". Mas as fadas de Artemis Fowl são um povo que vive no subterrâneo, escondidos dos humanos (ou Povo da Lama, como costumam nos chamar). Elas são criaturas muito parecidas conosco, só que baixinhas
O pai de Artemis está desaparecido e sua mãe desde então vive reclusa em seu quarto, estando o menino por conta próprio. Seu guarda-costas Butler, um homem alto e forte, é o que ele tem mais próximo de um "responsável".
Holly Short divide com Artemis o posto de personagens principais do livro. Ela é um elfo, capitã da LEPrecon, a polícia de elite das fadas, mas especificamente do esquadrão de reconhecimento.
Tudo começa quando Artemis consegue roubar o Livro das Fadas e desvenda seu alfabeto. Então ele bola um plano para roubar o ouro das fadas, uma fortuna incomensurável e muito bem guardada. Acaba sequestrando Holly Short.
Artemis Fowl é um livro bom, mas não dou cinco estrelas... talvez quatro, só por causa do final e do primeiro capítulo. O começo é espetacular e nos faz querer ler, mas o meio é muito chato... pensei em parar várias vezes. Ok, Artemis é meu terceiro gênio favorito (atrás apenas de Annabeth e Robert Langdon) e o livro é cheio de cenas divertidas, mas não consegui gostar tanto assim. Mas o final... genial! Os últimos capítulos salvaram o livro e fizeram a leitura ter valido a pena.
Agora me sinto curioso pelo resto da saga e espero que ela melhore muito daqui para frente! Apesar de tudo, recomendo a leitura. Tire suas próprias conclusões!
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Um livro Extraordinário
"Não precisamos dos olhos para amar certo? Apenas sentimos dentro de nós. É só amor. E ninguém se esquece de quem ama."
August Pullman nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma grave deformidade facial, que resultou em diversas cirurgias e complicações médicas em sua infância, e por isso Auggie, como é chamado, nunca frequentou uma escola.
Mas agora, em época de entrar no quinto ano, seus pais decidiram que estava na hora. Todos sabem que será muito difícil para Auggie enfrentar os olhares tortos dos outros alunos, que não estão acostumados ao seu rosto, mas entendem que ir à escola irá prepará-lo melhor para a vida real.
Após ser convencido de estudar em uma escola como qualquer outro, Auggie ver que agora tem uma missão: convencer todos os outros de que ele é uma criança normal.
Assim que conhece a escola Auggie é recepcionado por três alunos, convidados pelo diretor da escola para darem as boas-vindas. E cada uma destas crianças reage diferente à sua deformidade. Julian, parece o mais simpático de início, mas acaba sendo preconceituoso e irritante. Charlotte é uma menina inteligente e divertida, mas nem ela consegue ser natural com ele. E Jack Will, de cara não é muito amigável, mas é quem mais se aproxima de Auggie.
Fora eles, conhecemos alguns outros alunos, mas a que mais gostei foi Summer, uma menina apaixonante que é a única aluna da escola a tratar logo no início nosso protagonista como alguém normal.
Acompanhamos também um pouco da história de Via, irmã mais velha de August. Ela acaba de entrar para o Ensino Médio, numa escola onde suas antigas amigas agora tem outras preferencias e acabam se afastando dela. Via ver nisso a oportunidade de construir uma vida nova e melhor. Eu a amo!
Narrado pelo ponto de vista de Auggie e de algumas pessoas que estão ao seu redor, Extraordinário é um livro espetacular, que mostra o impacto que um menino, que levado apenas pela gentileza, tem sobre toda uma comunidade... São relatos comoventes e extraordinariamente positivos. Coisas para levar para a vida!
Dividido entre cenas emocionantes e momentos muito engraçados, Extraordinário entrou para a minha lista de favoritos no comecinho do livro. Eu amei essa leitura com todas as forças. Assim que vi a capa do livro (no meu caso foi a capa azul) pela primeira vez eu me apaixonei por ele e decidi que precisava ler... E quando enfim comprei o livro, li em três dias. Poderia ter lido muito mais rápido já que os capítulos são bem pequenos e sua leitura é muito fluida. Mas li num ritmo razoável para aproveitar melhor os momentos... Em alguns eu precisei fechar o livro e me distrair, para não chorar...
Agora ele entrou para um seleto grupo de livros que chamo de "livros que todo mundo devia ler", onde estão apenas Os 13 Porquês e Perdão, Leonard Peacock. Enfim, eu super recomendo esse livro para todas as pessoas! :)
August Pullman nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma grave deformidade facial, que resultou em diversas cirurgias e complicações médicas em sua infância, e por isso Auggie, como é chamado, nunca frequentou uma escola.
Mas agora, em época de entrar no quinto ano, seus pais decidiram que estava na hora. Todos sabem que será muito difícil para Auggie enfrentar os olhares tortos dos outros alunos, que não estão acostumados ao seu rosto, mas entendem que ir à escola irá prepará-lo melhor para a vida real.
Após ser convencido de estudar em uma escola como qualquer outro, Auggie ver que agora tem uma missão: convencer todos os outros de que ele é uma criança normal.
Assim que conhece a escola Auggie é recepcionado por três alunos, convidados pelo diretor da escola para darem as boas-vindas. E cada uma destas crianças reage diferente à sua deformidade. Julian, parece o mais simpático de início, mas acaba sendo preconceituoso e irritante. Charlotte é uma menina inteligente e divertida, mas nem ela consegue ser natural com ele. E Jack Will, de cara não é muito amigável, mas é quem mais se aproxima de Auggie.
Fora eles, conhecemos alguns outros alunos, mas a que mais gostei foi Summer, uma menina apaixonante que é a única aluna da escola a tratar logo no início nosso protagonista como alguém normal.
Acompanhamos também um pouco da história de Via, irmã mais velha de August. Ela acaba de entrar para o Ensino Médio, numa escola onde suas antigas amigas agora tem outras preferencias e acabam se afastando dela. Via ver nisso a oportunidade de construir uma vida nova e melhor. Eu a amo!
Narrado pelo ponto de vista de Auggie e de algumas pessoas que estão ao seu redor, Extraordinário é um livro espetacular, que mostra o impacto que um menino, que levado apenas pela gentileza, tem sobre toda uma comunidade... São relatos comoventes e extraordinariamente positivos. Coisas para levar para a vida!
Dividido entre cenas emocionantes e momentos muito engraçados, Extraordinário entrou para a minha lista de favoritos no comecinho do livro. Eu amei essa leitura com todas as forças. Assim que vi a capa do livro (no meu caso foi a capa azul) pela primeira vez eu me apaixonei por ele e decidi que precisava ler... E quando enfim comprei o livro, li em três dias. Poderia ter lido muito mais rápido já que os capítulos são bem pequenos e sua leitura é muito fluida. Mas li num ritmo razoável para aproveitar melhor os momentos... Em alguns eu precisei fechar o livro e me distrair, para não chorar...
Agora ele entrou para um seleto grupo de livros que chamo de "livros que todo mundo devia ler", onde estão apenas Os 13 Porquês e Perdão, Leonard Peacock. Enfim, eu super recomendo esse livro para todas as pessoas! :)
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Sobre O Sangue do Olimpo
Dois anos e alguns meses atrás eu tava sem nada para fazer e fui na casa de um primo buscar um livro aleatório... Encontrei um livro que já tinha ouvido falar muito dele e decide ler e ter minha própria opinião... Quinze minutos depois eu já amava O Ladrão de Raios e já me considera apaixonado por Percy Jackson e Os Olimpianos *---* Três noites depois terminei o livro. Semana seguinte eu entrava de férias então peguei logo os outros quatro livros... Enrolei um pouco no seguinte e li os outros três em um fim de semana. Criei a página O Semideus para compartilhar com outros fãs o mesmo amor que eu sentia por PJO. Foi quando conheci Heróis do Olimpo e vi nessa série um amor ainda maior... Algo que ia muito mais com meus gostos literários... e de repente eu estava esperando o lançamento de A Marca de Atena no Brasil. Um mês atrás eu estava roendo as unhas esperando o fim da saga... E essa semana consegui ler o livro e estou nesse exato momento choroso ao escrever esse texto. Está vindo na minha mente toda a lembrança, tudo o que vivi, as amizades que surgiram, os fortes laços de amor, as brincadeiras... Tudo o que Percy Jackson me proporcionou! Enfim, eu não consigo medir em palavras o quanto esses dez livros foram importantes na minha vida... O Sangue do Olimpo foi um dos melhores livros de toda a série, atrás apenas de A Marca de Atena... Ele me fez abraçá-lo, sentir os olhos marejarem, xingá-lo baixinho, amaldiçoar o tio Rick e num virar de páginas amá-lo incondicionalmente, soltar um "puta que pariu" às 6 da manhã no busão e sentir vontade de jogar o livro pela janela... Esse livro foi destruidor! Mas foi amável... Não tem como ficar bravo ou decepcionado com o final. E agora que acabou me pergunto: O que será de mim sem Percy Jackson? Reler os livros não vai dá a mesma emoção de descobrir tudo pela primeira vez... Novas sagas vão surgir, claro, e vou amar algumas delas mais do que amo PJ (sim, já amo ASOIAF mais) só que nenhuma delas vai ser a primeira... Não o primeiro livro ou a primeira paixão literária, mas a primeira saga que te fez ver o lado fantástico do mundo, imaginar uma vida diferente, criar amizades duradouras, fazer criar vínculos inseparáveis com amigos que você já tinha... Mas tá, o importante é que PJ conseguiu deixar uma marca para toda uma vida... E isso é mais que qualquer outra saga que já li ou que vou ler... Dez livros... Duas sagas... Um amor
Obrigado Rick Riordan!!!
p.s. Copiei o texto da página, sem alterações. Ele foi escrito no dia 18/10, três dias depois de eu terminar o livro.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Apocalipse Z, um diário em meio aos mortos
O autor Manel Loureiro conseguiu me surpreender com a incrível obra Apocalipse Z: O Princípio do Fim. Confesso que quando fui começar a ler o livro, não levei muito à sério, achei que seria alguma história clichê com um grupo de sobreviventes se escondendo num shopping ou algum lugar do tipo e dando tiros em cabeças zumbificadas...
No entanto, não podia estar mais errado. Boa parte do livro, seu protagonista passa sozinho, sobrevivendo em meio ao caos em sua própria casa.
Mas vamos com calma... Primeiro, um advogado cria um blog na internet para relatar o que ele observava da política de alguns países do Oriente Médio, que aparentemente estavam fechando suas fronteiras. Com o tempo ele vai descobrindo e escrevendo coisas muito estranhas... E não custou muito para um vírus letal e altamente contagioso se espalhar pelo mundo.
Um detalhe importante é que em momento nenhum do livro nos é dito o nome do blogueiro. Só sabemos que ele é um advogado, e que ele mora sozinho. Acho que a intenção do autor foi fazer com que cada leitor se colocasse no lugar do protagonista e imaginasse a si mesmo sobrevivendo ao apocalipse zumbi.
Ele fica em casa, com seu próprio estoque de alimentos, água e baterias, e por sorte tinha energia solar à sua disposição. Vai blogando dicas de sobrevivência e suas experiências e se espanta com o absurdo numero de visualizações que conseguiu. Seu blog se torna um ícone na internet.
Mas... como era de se esperar, a internet não ia durar para sempre. Depois de um tempo, o advogado é obrigado a sair de casa e passa a escrever tudo em um diário, que é por onde acompanhamos a história a partir de então.
O melhor do livro, é que aqui não tem nada de adolescentes que nunca pegaram em uma arma dando tiros certeiros, ou grupos de amigos liderados por um militar ou zumbis surgindo sem explicação. Acompanhamos tudo desde a primeira infecção até a tomada do mundo... E em detalhe!
Faz algum tempo de li, mas lembro de acompanhei a história por várias semanas.. Não porque o livro era chato (pelo contrário!) mas porque eu queria lê-lo com o máximo de realismo possível. E como não temos zumbis andando por aí, pelo menos tentei acompanhá-lo em relação aos dias... O que não deu muito certo, mas tentei. Por várias vezes precisei parar de ler para respirar, para abraçar o livro ou para resistir a tentação de jogá-lo pela janela do ônibus.
A descrição dos detalhes é assustadora! Parece que o autor realmente teve contato com zumbis. O realismo deixou o livro ainda mais impecável!
Só tem um problema: Tem continuação! É sério, quando terminei o livro fiquei extremamente satisfeito com o final e realmente sinto medo da continuação. Ainda não li e não tenho pressa para ler. Prefiro ficar com o final de O Princípio do Fim, pois tenho medo de me decepcionar.
Mas enfim... super recomendo, principalmente para os fãs de zumbis! ^^
No entanto, não podia estar mais errado. Boa parte do livro, seu protagonista passa sozinho, sobrevivendo em meio ao caos em sua própria casa.
Mas vamos com calma... Primeiro, um advogado cria um blog na internet para relatar o que ele observava da política de alguns países do Oriente Médio, que aparentemente estavam fechando suas fronteiras. Com o tempo ele vai descobrindo e escrevendo coisas muito estranhas... E não custou muito para um vírus letal e altamente contagioso se espalhar pelo mundo.
Um detalhe importante é que em momento nenhum do livro nos é dito o nome do blogueiro. Só sabemos que ele é um advogado, e que ele mora sozinho. Acho que a intenção do autor foi fazer com que cada leitor se colocasse no lugar do protagonista e imaginasse a si mesmo sobrevivendo ao apocalipse zumbi.
Ele fica em casa, com seu próprio estoque de alimentos, água e baterias, e por sorte tinha energia solar à sua disposição. Vai blogando dicas de sobrevivência e suas experiências e se espanta com o absurdo numero de visualizações que conseguiu. Seu blog se torna um ícone na internet.
Mas... como era de se esperar, a internet não ia durar para sempre. Depois de um tempo, o advogado é obrigado a sair de casa e passa a escrever tudo em um diário, que é por onde acompanhamos a história a partir de então.
O melhor do livro, é que aqui não tem nada de adolescentes que nunca pegaram em uma arma dando tiros certeiros, ou grupos de amigos liderados por um militar ou zumbis surgindo sem explicação. Acompanhamos tudo desde a primeira infecção até a tomada do mundo... E em detalhe!
Faz algum tempo de li, mas lembro de acompanhei a história por várias semanas.. Não porque o livro era chato (pelo contrário!) mas porque eu queria lê-lo com o máximo de realismo possível. E como não temos zumbis andando por aí, pelo menos tentei acompanhá-lo em relação aos dias... O que não deu muito certo, mas tentei. Por várias vezes precisei parar de ler para respirar, para abraçar o livro ou para resistir a tentação de jogá-lo pela janela do ônibus.
A descrição dos detalhes é assustadora! Parece que o autor realmente teve contato com zumbis. O realismo deixou o livro ainda mais impecável!
Só tem um problema: Tem continuação! É sério, quando terminei o livro fiquei extremamente satisfeito com o final e realmente sinto medo da continuação. Ainda não li e não tenho pressa para ler. Prefiro ficar com o final de O Princípio do Fim, pois tenho medo de me decepcionar.
Mas enfim... super recomendo, principalmente para os fãs de zumbis! ^^
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Filhos do Éden: anjos, deuses, mitologia americana e guerras...
Para quem acha que literatura nacional moderna não pode ser comparada à americana, aqui vai um ótimo exemplo de livro brasileiro que samba na cara dos americanos...
O autor carioca Eduardo Spohr é bastante conhecido por sua obra A Batalha do Apocalipse, que é um livro maravilhoso, mas vou dedicar essa postagem à série Filhos do Éden, que na minha opinião é tão boa quanto.
O Spohrverso (como os fãs chamam o universo criado por Spohr) é complexo e envolve boa parte dos deuses conhecidos. Nele, Yaweh, o Deus com D maiúsculo, criou o universo com a ajuda dos arcanjos, mas depois recolheu-se para o descanso do sétimo dia, entregando o governo do mundo a seus primogênitos. Os demais deuses são espíritos de humanos que eram adorados, e acabaram evoluindo para uma existência superior. E há muitos deuses... Dos gregos aos indígenas.
O livro um de Filhos do Éden, Herdeiros de Atlântida, foca em dois personagens Kaira e Denyel. Kaira é uma capitã celeste, anjo a serviço de Gabriel, que acabou perdendo a memória e indo parar na Terra. Levih e Urakin, anjos subordinados a ela, um anjo da guarda e um anjo guerreiro, são enviados para resgatá-la. Em paralelo conhecemos Denyel, um querubim exilado que tenta voltar aos exércitos celestes.
Juntos, os quatro se unem em uma missão rumo à cidade perdida de Atlântida. No caminho, desvendam mistérios à séculos escondidos, e precisam enfrentar anjos, demônios e deuses inimigos.
Por falar em inimigos, Yaga e Andril são dois dos meus vilões favoritos. Ambos são anjos, mas do time de Miguel, e têm o objetivo de acabar com Kaira.
Quando li o livro eu me apaixonei pela série e, com o final destruidor, fiquei muito ansioso pelo segundo livro. E sim, esse livro tem um dos melhores finais de primeiros livros...
A continuação, Anjos da Morte, é o livro dos sonhos para quem gosta de misturar fantasia com realismo... Além de focar nos dois personagens já conhecidos, ele se passa em dois tempos diferentes. Kaira está numa nova missão (que não comentar sobre para não dar spoilers sobre o final do primeiro livro). Os pontos de vista de Denyel se passam ao longo do século XX, entre guerras e passeios por Paris, quando o querubim era um anjo da morte, um esquadrão especial incumbido de viver entre os humanos e estudar suas guerras. Nesse livro também conhecemos personagens incríveis, como Ismael, o cão Zac e o humano mais foda do Spohrverso. Conhecer a história de Denyel foi divino. Ele é incrível!
Quando o livro foi anunciado na última página de Herdeiros de Atlântida, fiquei muito ansioso, mas acabei esperando quase um ano após o lançamento, para ler o livro. Mas quando li... super valeu a pena cada minuto esperado. Que livro perfeito!
A série será uma trilogia. O terceiro título será Paraíso Perdido, e segundo o tio Edu Spohr, ele terá de fantástico, o que o anterior teve de realista. E para quem já terminou Anjos da Morte, sabe muito bem a que ele se refere...
Bem, sei que não consegui fazer uma resenha muito decente, mas fica a dica: LEIA!
O autor carioca Eduardo Spohr é bastante conhecido por sua obra A Batalha do Apocalipse, que é um livro maravilhoso, mas vou dedicar essa postagem à série Filhos do Éden, que na minha opinião é tão boa quanto.
O Spohrverso (como os fãs chamam o universo criado por Spohr) é complexo e envolve boa parte dos deuses conhecidos. Nele, Yaweh, o Deus com D maiúsculo, criou o universo com a ajuda dos arcanjos, mas depois recolheu-se para o descanso do sétimo dia, entregando o governo do mundo a seus primogênitos. Os demais deuses são espíritos de humanos que eram adorados, e acabaram evoluindo para uma existência superior. E há muitos deuses... Dos gregos aos indígenas.
O livro um de Filhos do Éden, Herdeiros de Atlântida, foca em dois personagens Kaira e Denyel. Kaira é uma capitã celeste, anjo a serviço de Gabriel, que acabou perdendo a memória e indo parar na Terra. Levih e Urakin, anjos subordinados a ela, um anjo da guarda e um anjo guerreiro, são enviados para resgatá-la. Em paralelo conhecemos Denyel, um querubim exilado que tenta voltar aos exércitos celestes.Juntos, os quatro se unem em uma missão rumo à cidade perdida de Atlântida. No caminho, desvendam mistérios à séculos escondidos, e precisam enfrentar anjos, demônios e deuses inimigos.
Por falar em inimigos, Yaga e Andril são dois dos meus vilões favoritos. Ambos são anjos, mas do time de Miguel, e têm o objetivo de acabar com Kaira.
Quando li o livro eu me apaixonei pela série e, com o final destruidor, fiquei muito ansioso pelo segundo livro. E sim, esse livro tem um dos melhores finais de primeiros livros...
A continuação, Anjos da Morte, é o livro dos sonhos para quem gosta de misturar fantasia com realismo... Além de focar nos dois personagens já conhecidos, ele se passa em dois tempos diferentes. Kaira está numa nova missão (que não comentar sobre para não dar spoilers sobre o final do primeiro livro). Os pontos de vista de Denyel se passam ao longo do século XX, entre guerras e passeios por Paris, quando o querubim era um anjo da morte, um esquadrão especial incumbido de viver entre os humanos e estudar suas guerras. Nesse livro também conhecemos personagens incríveis, como Ismael, o cão Zac e o humano mais foda do Spohrverso. Conhecer a história de Denyel foi divino. Ele é incrível!
Quando o livro foi anunciado na última página de Herdeiros de Atlântida, fiquei muito ansioso, mas acabei esperando quase um ano após o lançamento, para ler o livro. Mas quando li... super valeu a pena cada minuto esperado. Que livro perfeito!
A série será uma trilogia. O terceiro título será Paraíso Perdido, e segundo o tio Edu Spohr, ele terá de fantástico, o que o anterior teve de realista. E para quem já terminou Anjos da Morte, sabe muito bem a que ele se refere...
Bem, sei que não consegui fazer uma resenha muito decente, mas fica a dica: LEIA!
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Fortaleza Digital - A primeira obra de Dan Brown
Primeiro livro publicado de Dan Brown, Fortaleza Digital é tão bom quanto O Código da Vinci. A primeira vez que ouvi falar dele, tava pesquisando no google sobre os livros do autor. Desde então me encantei pela sinopse, mas passei uns dois anos esperando para ter o livro e mais uns bons seis meses para lê-lo.
Seguindo a fórmula dos outros livros (ou os outros que seguem a desse), Fortaleza Digital tem um casal como protagonistas e envolve suspense e mistério em torno de um assunto que ameaça a segurança nacional.
O foco do livro é a NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana), onde trabalha Susan Fletcher, uma das mentes mais brilhantes dos EUA. Ela é criptóloga, e trabalha resolvendo algorítimos e mensagens codificadas de possíveis ameaças ao país. Na NSA existe, embora sob segredo, o TRANSLTR, um supercomputador criado para quebrar em alguns minutos qualquer código.
Certo dia, Susan acorda sendo chamada pelo comandante Strathmore, vice-diretor da NSA, à agência. Chegando lá, ele conta que o TRANSLTR está trabalhando em um único arquivo há dezoito horas. Sabendo que isso era matematicamente impossível, Susan custa um pouco a aceitar o fato. Strathmore, explica então, que o arquivo foi enviado por Ensei Tankado, ex-funcionário da NSA, um gênio japonês que nascera deformado devido à exposição de sua mãe à radiação causada pela bomba de Hiroshima.
Ensei Tankado postara o arquivo na net, afirmando que ele era inquebrável, e disse que só ele e seu comparsa North Dakota tinham a chave para quebrá-lo. E mais, avisou que se algo acontece com ele, North Dakota liberaria para dowload a chave, e assim qualquer computador do mundo poderia ser invisível para a NSA.
Enquanto tentam desvendar o código, o noivo de Susan, David Becker, o outro protagonista do livro, é enviado secretamente à Espanha por Strathmore, onde supostamente Ensei Tankado estaria escondido. Ali, no entanto, descobre que o gênio acabou morrendo por "ataque cardíaco". Só que, antes disso, Tankado entregara um anel a um turista canadense. David passa a correr atrás desse anel, sendo mandado de um lado para outro, numa busca tão implacável e cheia de reviravoltas quanto a de Robert Langdon pelo graal.
O livro conta com ótimas cenas de ação e suspense, nos deixando quase que roendo as unhas para sabermos o que de fato é o código, quem é North Dakota e quem realmente está por trás dos assassinatos cometidos por um misterioso mercenário.
Sim, Dan Brown não poderia deixar de lado seu rastro de serial killer, matando os personagens tão aleatória e rapidamente quanto puder. E são sempre misteriosos... e cometidos por alguém contratado por quem menos (ou não) esperamos.
Fortaleza Digital é um ótimo livro e conta com surpresas e reviravoltas que me fizeram gritar, marejar, fechar o livro e sentir vontade de jogá-lo pela janela do ônibus, fechar o livro e ir dormir em choque, e até mesmo abraçá-lo por alguns minutos. Mas... como a primeira obra de nosso mestre não poderia vir um mar de rosas, o livro tem um lado previsível. Consegui antes da metade do livro saber quem tava por trás de tudo e eu sabia mais ou menos como ia terminar.
Mas ok, continuo dando cinco estrelas para esse livro incrível. Aprendi muito com ele... sobre criptografia, sobre a NSA, sobre como enrolar recepcionistas de hotéis e como se passar por gente do consulado canadense hehe. Super recomendo!
Seguindo a fórmula dos outros livros (ou os outros que seguem a desse), Fortaleza Digital tem um casal como protagonistas e envolve suspense e mistério em torno de um assunto que ameaça a segurança nacional.
O foco do livro é a NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana), onde trabalha Susan Fletcher, uma das mentes mais brilhantes dos EUA. Ela é criptóloga, e trabalha resolvendo algorítimos e mensagens codificadas de possíveis ameaças ao país. Na NSA existe, embora sob segredo, o TRANSLTR, um supercomputador criado para quebrar em alguns minutos qualquer código.
Certo dia, Susan acorda sendo chamada pelo comandante Strathmore, vice-diretor da NSA, à agência. Chegando lá, ele conta que o TRANSLTR está trabalhando em um único arquivo há dezoito horas. Sabendo que isso era matematicamente impossível, Susan custa um pouco a aceitar o fato. Strathmore, explica então, que o arquivo foi enviado por Ensei Tankado, ex-funcionário da NSA, um gênio japonês que nascera deformado devido à exposição de sua mãe à radiação causada pela bomba de Hiroshima.
Ensei Tankado postara o arquivo na net, afirmando que ele era inquebrável, e disse que só ele e seu comparsa North Dakota tinham a chave para quebrá-lo. E mais, avisou que se algo acontece com ele, North Dakota liberaria para dowload a chave, e assim qualquer computador do mundo poderia ser invisível para a NSA.
Enquanto tentam desvendar o código, o noivo de Susan, David Becker, o outro protagonista do livro, é enviado secretamente à Espanha por Strathmore, onde supostamente Ensei Tankado estaria escondido. Ali, no entanto, descobre que o gênio acabou morrendo por "ataque cardíaco". Só que, antes disso, Tankado entregara um anel a um turista canadense. David passa a correr atrás desse anel, sendo mandado de um lado para outro, numa busca tão implacável e cheia de reviravoltas quanto a de Robert Langdon pelo graal.
O livro conta com ótimas cenas de ação e suspense, nos deixando quase que roendo as unhas para sabermos o que de fato é o código, quem é North Dakota e quem realmente está por trás dos assassinatos cometidos por um misterioso mercenário.
Sim, Dan Brown não poderia deixar de lado seu rastro de serial killer, matando os personagens tão aleatória e rapidamente quanto puder. E são sempre misteriosos... e cometidos por alguém contratado por quem menos (ou não) esperamos.
Fortaleza Digital é um ótimo livro e conta com surpresas e reviravoltas que me fizeram gritar, marejar, fechar o livro e sentir vontade de jogá-lo pela janela do ônibus, fechar o livro e ir dormir em choque, e até mesmo abraçá-lo por alguns minutos. Mas... como a primeira obra de nosso mestre não poderia vir um mar de rosas, o livro tem um lado previsível. Consegui antes da metade do livro saber quem tava por trás de tudo e eu sabia mais ou menos como ia terminar.
Mas ok, continuo dando cinco estrelas para esse livro incrível. Aprendi muito com ele... sobre criptografia, sobre a NSA, sobre como enrolar recepcionistas de hotéis e como se passar por gente do consulado canadense hehe. Super recomendo!
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Starters... um livro brilhante! (literalmente)
Talvez a minha primeira distopia teen, Starters
é um livro bem interessante, mas há uma boa parcela de pessoas que leu e torceu
o nariz. Há quem diga que é plágio de A Hospedeira. Há quem diga que é plágio
de Jogos Vorazes...
Em minha opinião não é plágio de nenhuma das
duas, mas óbvio que teve alguma influencia de ambas.
Primeiro, o livro tem uma capa belíssima (ela brilha!). Foi o
que chamou a atenção de minha amiga na Bienal do Livro 2012. Ela comprou, mas
eu fui o primeiro a ler. Gostei muito da sinopse, e após terminar o livro,
fiquei feliz com o resultado.
A história de Starters se passa em um futuro
pós-guerra biológica, onde todas as pessoas entre 20 e 60 anos morreram
contaminados pelos esporos da guerra. Os jovens (starters) e os idosos (enders),
vacinados por serem ditos os mais vulneráveis, sobreviveram, e agora precisam
se virar.
A protagonista Callie é a típica personagem
forte e destemida que veio para conquistar os leitores, like a Katniss, like a
Daenerys, like a Tris... mas tá...
Callie é uma starter, e vive com o irmão mais
novo enfermo, Tyler, e com um amigo, Michael, em abrigos encontrados por eles,
perto de jovens rebeldes que os matariam por bolachas. Como não tem família e
não pode trabalhar por causa da idade, Callie está desesperada por dinheiro.
Sua esperança surge quando conhece a Prime
Destinations, uma empresa comandada pelo misterioso Old Man, ou O Velho. Ali,
os starters são pagam para alugar seus corpos para enders que querem curtir um
pouco da vida adolescente.
Callie concorda em ser doadora e passa por uma
sessão de beleza que tira toda e qualquer imperfeição de seu corpo. O problema
é que o neurochip implantado em sua cabeça dá defeito, e ela acorda no meio do
aluguel, na mansão da ender que alugou seu corpo, usando seu carro, seu
dinheiro e saindo com o neto de um influente senador.
Então, Callie descobre que sua locadora não
queria apenas se divertir... e que os planos da Prime Destinations são ainda
piores do que ela jamais podia imaginar...
E é isso! Particularmente gosto muito do livro e
ele ficou por algum tempo na minha lista de favoritos. Dei quatro estrelas no
skoob. Recomendo para todos que curtem distopias.
p.s. O livro tem continuação. Chama-se Enders,
mas ainda não encontrei o livro para lê-lo. Vou ver se compro na Bienal desse
ano.
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