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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Astronauta: Singularidade

Se Astronauta: Magnetar foi uma ótima graphic novel, Singularidade foi tão boa quanto.
O projeto MSP, que vem produzindo recriações dos personagens de Maurício de Sousa, lançou recentemente a continuação da história de Astronauta. Aqui, nosso aventureiro se envolve numa nova missão. Só que, a contragosto, dessa vez tem que dividir a nave com mais duas pessoas: sua psicóloga e um militar norte americano.
Juntos os três embarcam numa missão para investigar o centro de um buraco negro e lá eles encontram um objeto estranho.
Assim que terminei de ler Astronauta: Singularidade eu disse que era melhor que o anterior, mas pensando bem, Magnetar ganha. Eu amei aquele drama psicológico, o que fica um pouco a desejar nesse volume.
Por outro, os efeitos visuais de Singularidade (já que agora estamos falando de assustadores buracos negros, objetos não identificados e um provável inimigo misterioso) são melhores. Há mais ação e mais cenas épicas.
Enfim, essa é uma ótima graphic novel nacional e Danilo Beyruth tem conquistado cada vez mais espaço no mercado. Singularidade tem quatro estrelas no meu skoob e recomendo para todos os fãs de quadrinhos! 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Mônica pelos irmãos Cafaggi

"Tulma da Mônica? Eu sempre vi como Tulma do Cebolinha!"

Turma da Mônica: Laços é mais uma das releituras produzidas pelo projeto MSP. Aqui, temos nosso amado quarteto como protagonistas. ;)
O enredo gira em torno do desaparecimento de Floquinho, o cachorro de Cebolinha. Para encontrá-lo, o menino conta com a ajuda de seus amigos Mônica, Cascão e Magali, e claro, de mais um de seus planos infalíveis.
Juntos, os quatro partem em uma missão pelo bairro do Limoeiro e além dele, passando por várias aventuras e perigos, regadas pelas clássicas brigas, coelhadas, e o humor que sempre acompanha essa turminha.
A história é simples, mas o mais legal nessa graphic novel é o modo como Vitor e Lu Cafaggi recriaram a turma, explicando algumas coisas e nos fazendo sentir saudade da infância... Para quem é fã, vai amar isso! Notei que eles meio que explicaram até porque que só o Cebolinha usa sapato :)
Laços deixa claro o quão forte é o laço de amizade entre essas quatro crianças que encantam as gerações à décadas. O legal é que por mais simples que seja o enredo, ele é interessante e me fez lê-lo com muito carinho e curiosidade.
Só lendo para entender de verdade do que estou falando...
Sinto que vou amar toda e qualquer graphic novel desse projeto^^


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Astronauta, por Danilo Beyruth

Para quem é fã da Turma da Mônica e não conhece ainda essas novas versões dos nossos personagens, apresento esse novo projeto da Graphic MSP :)
O primeiro "livro" que vi do projeto foi Astronauta: Magnetar, uma releitura do nosso querido aventureiro do espaço.
O Astronauta está há anos viajando pelo espaço sideral, realizando missões e conhecendo planetas. A missão da vez é estudar um magnetar, uma estrela de nêutrons que possui um campo magnético estimado em um bilhão de teslas.
No entanto, chegando lá, ele comete que pode custar sua vida. Com a nave danificada e sem comunicação, ele se torna um náufrago cósmico. Agora, ele precisa lutar contra sua própria mente, para se manter são... E a insanidade insiste em assombrar sua mente!
Sua única "válvula de escape" pode ser as lembranças e os ensinamentos de seu avó, em um passado longíquo...
Danilo Beyruth redesenhou o já conhecido personagem com um novo traço, maduro e mais realista (com destaque para as páginas que mostram a enfadonha rotina do Astronauta e para as cenas finais da graphic novel), só que o mais impressionante é o lado psicológico. O enredo gira em torno da solidão... E tudo é muito intenso e emocionante...
Eu recomendo muito a leitura, não só desta edição, mas de todas as novas releituras... Em breve farei mais resenhas (Mônica: Laços e Piteco: Ingá).

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Persépolis: A história de uma menina rebelde

Durante todo o meu ensino médio eu via Persépolis na biblioteca da escola, mas nunca peguei o livro. Então, vi o mesmo na biblioteca da faculdade e decidi: Preciso ler! Agora, não me arrependo da decisão. Persépolis é com certeza, uma das minhas graphic novels favoritas!
Ele conta a história de Marjane Satrapi, autora do livro, ou apenas Marji, uma menina com mente aberta, criada por pais também modernos, em um país conservador onde todos são preconceituosos. E pior, em meio a uma guerra.
Marji nasceu em Irã e tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico e a estudar numa sala de aula só de meninas.
Ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita. Presenciou os horrores da guerra e viu amigos morrendo.
Aos 14 anos foi enviada pelos pais para morar e estudar na Áustria, onde poderia "crescer em segurança". Chegando lá ela conhece novos e alarmantes conceitos de diferença social.
A jovem fica encantada com a liberdade de viver em um país capitalista, podendo usar as roupas que preferir e ouvir as músicas que gostar. No entanto, ela passa a enfrentar o preconceito dos europeus em relação a seu nascimento iraniano, a saudade dos pais, e o sentimento de culpa por ter abandonado seus amigos e parentes na guerra. Com isso, Marji se entrega a um processo de autodestruição, se envolvendo até mesmo com drogas.
Acompanhar a vida de uma menina, que no começo dos quadrinhos conversava com Deus e queria ser profeta, até ela se tornar uma mulher forte e combatente, foi emocionante. Sentir todas as dores, a angustia, os amores de Marji, se apaixonar por ela, rir várias vezes, odiar o regime... Persépolis é espetacular! Super recomendo!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

V de Vingança; M de Melhor Distopia

Nos últimos dias eu tava procurando livros, filmes ou séries mais nerds, afim de conhecer melhor esse mundo. Um amigo me recomendou a graphic novel V de Vingança.
Confesso que não fiquei muito empolgado com o início, nem com a sinopse, mas como todo mundo dizia que essa era uma ótima história, decidi tirar a prova.
Comecei a ler, e nas primeiras 50 páginas não encontrei uma história cativante, tanto que levei duas semanas para ler até então.
Só que passando disso, a história de V e de Evey me prendeu com todas as forças e li o resto das 300 páginas da graphic novel em poucas horas.
V de Vingança é uma distopia. Conta a história de uma Inglaterra pós terceira guerra, ambientada no século XX.
A nova organização política é controlada por uma "inteligência superior artificial", o Destino. Endeusado por alguns, o Destino é um super computador que controla a vida de todos. O estado totalitário criado pelo genial Allan Moore, lembra o mundo de 1984.
V é uma pessoa misteriosa, cuja história é conhecida por poucos e o rosto nunca é mostrado. Ele vive por trás de uma máscara que sorri eternamente, como uma piada contra o Destino. Ele dispõe de algumas habilidades extra humanas, sendo capaz de correr, saltar e se esconder como ninguém. E usa isso a seu favor, praticando os crimes que lhe convir.
Ao longo da história, vamos descobrindo que V tem seus motivos. Obviamente, vingança. E quanto mais o conhecemos, mais criamos uma ligação com ele, um vínculo com sua causa.
Ele meio que salva/sequestra Evey, uma menina de dezesseis anos que tentou se prostituir para conseguir dinheiro. Ele começa a explicar algumas coisas a ela, sempre por meio de enigmas, e Evey, mais tarde só Eve, vai aos poucos aprendendo com seu mestre.
Juntos, V e Eve vão acabando com os pontos fortes do regime, derrubando com o Destino, numa busca de trazer uma nova ordem ao mundo. Se conseguem? Só lendo para saber!
A HQ inteira é repleta de mortes inesperadas, traições, revelações e enigmas... e uma obsessão pela letra V.
Há várias referencias, tanto de músicas, quanto de trechos da bíblia ou citações de célebres pensadores, ao longo da graphic. Mas na opinião a melhor foi "Isso não é uma anarquia, é o caos!"
O final é nada mais nada menos que ESPETACULAR, mas eu fiquei alguns minutos de boca aberta tentando processar, e procurando um motivo para ter acabado daquele modo. Claro, há motivos! Mas minha mente queria mais. Muito mais! Eu simplesmente não aceitei aquilo! Mas ok, eu supero.
Super recomendo para todos os fãs de distopias e para aqueles que gostam de quadrinhos.
"Inglaterra triunfa!"

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Batman: A Piada Mortal



Allan Moore, um dos mais geniais roteiristas do mundo nerd, e o artista Brian Bolland criaram Batman: A Piada Mortal, uma graphic novel perfeita para os fãs de Batman.
Não é surpresa nenhuma que o Coringa é um dos vilões mais famosos do mundo dos quadrinhos, quem sabe o maior de todos! Nessa graphic novel, temos uma explicação para o surgimento desse cara.
O que podemos supor é que o que é retratado em A Piada Mortal não é exatamente a verdade. Pode ser mais uma versão inventada pela mente nada sã de nosso querido vilão.
O enredo é o seguinte: o Coringa, em mais uma de suas aventuras decide enlouquecer o principal aliado de seu pior inimigo, o comissário Gordon, e para isso o sequestra, não antes de atirar e de violentar sua filha, Bárbara. Cabe então ao Cavaleiro das Trevas o impedir.
A suposta história do Coringa é contada em flashback. Nestas cenas, a história é colorida em cinza, exceto por algum objeto específico (primeiro um pote de tentáculos, depois camarões, até chegar ao capuz vermelho do Coringa). A cada novo flashback, o objeto destacado ganha uma intensidade maior de vermelho. Achei isso muito interessante.
A edição traz ainda duas histórias extras, sendo uma delas a longínqua história publicada em Batman 1, nos anos 40.
A arte de A Piada Mortal é incrível, traços marcantes e sinistros a seu modo. E nada como terminar a empreitada com uma piada! HAHA! Leitura obrigatória para fãs de quadrinhos e do Batman.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Retalhos: Todo adolescente devia ler!

Uma das graphic novels mais ousadas e bem desenhadas, Retalhos é um relato autobiográfico da vida no Meio Oeste americano. Craig Thompson retrata sua própria história, da infância até o início da vida adulta, numa cidadezinha de Wisconsin, no centro dos Estados Unidos, que parece estar sempre coberta pela neve.
Seu crescimento é marcado pelo temor a Deus, que é transmitido por sua família, seu colégio, seu pastor e pelas trágicas passagens bíblicas que lê. Isso se interpõe contra seus desejos, como o de se expressar pelo desenho.
Ao mesmo tempo Thompson descreve a relação com o irmão mais novo, com quem ele dividiu a cama durante toda a infância. Conforme amadurecem, os irmãos se distanciam, episódio narrado com rara sensibilidade pelo autor.
Com a adolescência, seus desejos se expandem e acabam tomando forma em Raina, uma garota vivaz, de alma poética e impulsiva, quase o oposto total de Thompson. Eles se envolvem e começam uma relação que mudará a visão que ele tem da família, de Deus, do futuro e, enfim, do próprio amor.
Retalhos fala de alguns temas polêmicos, como pedofilia e fanatismo religioso, pelo ponto de vista de um garoto fraco e medroso. São várias cenas ilustradas com trechos bíblicos, mas em vez de fortalecerem Craig, eles o deixam cada vez mais desequilibrado. O único porto seguro para o rapaz é Raina. Ele meio que a idolatra, ela é diferente de tudo o que ele tinha conhecido e não tem medo de demonstrar suas opiniões. As história de amor dos dois é espetacular! 
A graphic novel é grande. São 592 páginas comoventes, inspiradoras, com desenhos maravilhosos e sinceridade dolorosa. Mas vale bastante a pena, não fica chata em momento algum e é possível ler toda a história bem rápido. Retalhos tem uma linguagem gráfica própria e bastante original, que deixa a leitura bem fluida e prazerosa. Super recomendo!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A HQ que deu origem ao seriado

Para quem é fã da série de TV The Walking Dead, super recomendo a HQ de mesmo nome. Atualmente lançada quinzenalmente, a HQ já conta com mais de 120 capítulos e com uma história de tirar o fôlego.
A sinopse inicial é a seguinte: Rick Grimes, xerife de uma pequena cidade, desperta sozinho em um mundo apocalíptico, onde a civilização não existe mais e os mortos voltaram à vida.
A partir deste momento, começamos a acompanhar a intrigante e cheia de perigos vida de nosso protagonista, sua família e seus amigos.
Nos primeiros capítulos, a HQ é focada da adaptação de Rick aos zumbis. Ele e o demais personagens tentando sobreviver aos primeiros meses do apocalipse.
 Porém, com o avançar das edições é possível notar (e quem é fã da série sabe muito bem disso) que os maiores inimigos não são os walkers, e sim as pessoas.
Muitos inimigos vivos atormentam a vida de Rick e ele também precisa se adaptar a eles.
Como é de se esperar de um mundo apocalíptico tomado por mortos-vivos que querem te comer, muita gente morre nas HQ's. Muita gente mesmo! Gente por quem nos apaixonamos, gente que odiamos, gente que pensávamos que sobreviveria no final, gente que não fará falta. Enfim, antes de começar a ler, esteja preparado!
Ler a HQ de The Walking Dead é tão bom quanto assistir ao seriado, e com certeza prende a atenção do leitor.

Você contra seus amigos

Num futuro não muito distante, devido à recessão econômica na Grande República do Leste Asiático e seus danos sociais, a quantidade de jovens rebeldes cresceu à níveis altíssimos, obrigando o governo a aprovar uma lei conhecida como ATO BR.
A lei consiste em sortear uma classe de estudantes para participar de um jogo onde a principal regra é matar uns aos outros até restar apenas um. O governo diz que o motivo do jogo é cumprir uma demanda social, mas a verdade ninguém sabe.
E este é o enredo de Battle Royale, um mangá como nunca visto antes, que foi baseado em um livro de mesmo nome e posteriormente adaptado para o cinema.
Se o enredo já é intrigante, mais ainda é o desenrolar da história.
Logo que o jogo começa, podemos verificar os mais variados tipos de comportamento. Muitos dos jovens, pressionados pelo terror psicológico imposto pelas circunstâncias do programa, deixam de lado muitos de seus princípios e partem para a mais básica forma de preservação da vida, a violência.
No entanto, alguns deles conseguiram manter seu lado "racional" ativo, controlando seus impulsos e tentando pensar em maneiras de superar aquela situação desesperadora. Alguns tentam fazê-lo sozinhos, outros pensam no próximo e buscam a união dos alunos como meio de sobrevivência e superação das adversidades.
O mangá foi lançado no Brasil pela Conrad, começando em 2006 e passando por uma longa parada antes do três últimos volumes. São 15 volumes de pura ação.
Nós torcemos por nossos personagens favoritos e roemos as unhas esperando que os odiados vilões morressem. O final é surpreendente! Super recomendo a leitura do mangá!
Há quem diga que a famosa trilogia Jogos Vorazes é plágio de Battle Royale e este assunto já causou polêmica entre os fandoms. Particularmente não acho que seja plágio, mas provavelmente houve sim uma inspiração. Mas isso é assunto para outro post. Futuramente farei uma postagem só sobre essa "treta".
Bem, se você é muito jovem ou se impressiona com cenas fortes, esse não é o mangá certo, afinal como é de se esperar com tal enredo, Battle Royale conta com muitas cenas fortes, incluindo mortes sangrentas, violência gratuita e cenas de sexo. Sim, como qualquer coisa japonesa (só acho que os japoneses são tarados!), o mangá conta com cenas apelativas e com personagens femininas atraentes e em situações sexy. Há também estupro de menores.
Ou seja, só leia se você estiver preparado! De qualquer jeito, eu recomendo muito para aqueles que não se incomodam em ver adolescentes se matando de formas criativas e em ver o sangue rolando. É meu mangá favorito!